altO Observatório Social (OS) de Ponta Grossa reuniu diversas entidades da sociedade civil para organizar uma manifestação contra a falta de transparência na política paranaense. A origem das ações foram as reportagens dos Diários Secretos na Gazeta do Povo/RPC. O protesto será na próxima terça-feira, dia 8, em várias cidades do estado. Em Ponta Grossa, começará às 18h, próximo ao Terminal Central.

Em reunião na última terça-feira, na sede da Associação Comercial e Industrial (Acipg), o Observatório Social de Ponta Grossa (OS-PG) articulou uma manifestação de repúdio ao caso dos Diários Secretos, publicados pela Gazeta do Povo/RPC TV.

O movimento, chamado O Paraná Que Queremos,  é organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná e conta com o apoio de mais de 300 entidades. O objetivo é a transparência e a ética das ações do Poder Público.

O encontro reuniu 15 pessoas representando entidades da sociedade civil organizada. Estavam presentes membros da Associação  Médica de Ponta Grossa, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, do Sindicato dos Varejistas de Ponta Grossa e do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana (SIEMACO).

A reunião definiu uma manifestação no dia 8 de junho, às 18h, no Coreto do Parque Ambiental (entre o Terminal Central e o Paraguaizinho). A ação acontecerá na capital e nas principais cidades do interior do Estado, como Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel.  O ato não possui ligação com partidos políticos e preza pela cidadania.

O presidente do OS, Ermar Toniolo, considera que é preciso se organizar contra um sistema político corrompido, pois os impostos poderiam ser melhor utilizados. “Sinto-me envergonhado de ter esses representantes que difamam a imagem do estado no restante do Brasil”, afirma. Segundo Toniolo, é necessário que exista um vínculo com a imprensa para que o movimento tenha mais adesão.

De acordo com o vice-presidente da Associação Médica Paranaense, Francisco Pereira de Barros Neto, o Paraná que Queremos é um movimento histórico por reunir membros de diversos setores da sociedade civil.

“A corrupção envolve todos nós, como cidadãos. É fundamental que toda a sociedade participe das ações. A classe médica tem um papel importante no movimento, pois é uma grande formadora de opinião”, diz.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Leovanir Martins, é essencial que a sociedade se envolva, pois é o dinheiro público que mantém a Assembleia. “A expectativa é de que o movimento promova a consciência política e estruture um acompanhamento das ações de nossos governantes”, conclui.

Até o fechamento dessa matéria, mais de oito mil pessoas tinham já aderido ao movimento.