Após as manifestações de junho que pediam por reformas na saúde, educação e principalmente na política, o Governo anunciou o plebiscito. Mas não foi o único a tomar providências, o MCCE lançou a campanha Eleições Limpas.

 

 

Em junho desse ano uma onda de protestos tomou conta do Brasil. O primeiro, em São Paulo, era um ato de repúdio à decisão da prefeitura da cidade, que aumentou a passagem de ônibus em 20 centavos.

A partir de então, capitais de todo o país abraçaram a causa e foram às ruas, mas o motivo dos manifestos se tornou muito “mais do que apenas 20 centavos”.

Em 24 de junho, a resposta da presidente Dilma Rousseff foi a reforma política através de plebiscito. A reação da oposição, ministros e especialistas foi negativa. O que atrasou a votação do plebiscito para 2014.

No mês de novembro a proposta da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) é aprovada pelo grupo de trabalho da Câmara. A PEC propõe mudanças no sistema eleitoral brasileiro e foi formulada por representantes de 13 partidos.

Entretanto, não foi apenas o governo federal que elaborou um projeto de reforma política. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em parceria com entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e o Instituto atuação elaborou o Eleições Limpas, projeto de iniciativa popular.

Antes do Eleições Limpas, outro êxito do MCCE foi o Ficha Limpa que verifica os antecedentes políticos e criminais de um candidato.

Jogos políticos e corrupção mostram a fragilidade do sistema eleitoral e político no Brasil. No contexto local, em janeiro deste ano, a Vereadora Ana Maria Holleben (sem partido) ficou conhecida nacionalmente após um caso de autosequestro antes de uma votação importante na Câmara dos Vereadores.

Casos como o de Ana Maria Holleben seriam resolvidos com o Eleições Limpas. Os três principais pilares do projeto são: o fim do financiamento de empresas nas campanhas eleitorais; divisão da eleição em dois turnos para vereador e deputados e a liberdade de expressão na internet.

Segundo o vereador Paulo “Cenoura”, o sistema atual é feito para manter quem está no poder. “Hoje quem tem mais condição econômica, tem maior condição de ganhar a campanha, queremos que todos sejam iguais, que possam disputar de igual pra igual”.

Próximo bloco: Eleições Limpas aparece como opção de reforma política

Editorial: Os meios já existem, falta chegar aos "fins"