O projeto Eleições Limpas foi criado via a necessidade de alterar a atual Legislação Eleitoral. A iniciativa deve continuar até o fim do ano na cidade pretende recolher de assinaturas e encaminhar o projeto de iniciativa popular ao Congresso Nacional.

 As propostas contidas no projeto estão centradas em quatro eixos, conforme apontam os membros do Movimento Contra Corrupção Eleitoral (MCCE), entidades e conselhos que encabeçam a iniciativa.

Os eixos são a proibição de doações de recursos financeiros para manter campanhas eleitorais, a mudança do sistema de votação, promover alternância entre homens e mulheres na lista de candidatos e a redução de exigências para realização de Plebiscitos, Referendo e Projetos de Lei com iniciativa popular, permitindo que produzam efeito.

Para o porta-voz do MCCE em Ponta Grossa, Ermar Toniolo, a participação popular é importante, mas para que o projeto tivesse visibilidade inúmeras parcerias foram realizadas.

“Estamos com apoio da Associação Comercial (ACIPG), Ordem dos Advogados de Ponta Grossa, Diocese Católica, segmentos Evangélicos e Conselho de Entidades”.
Uma das dificuldades na coleta das assinaturas está ao inserir o número do título de eleitor, pois nem todos os cidadãos carregam o documento.

“Muitos que assinam dizem que voltam outra hora colocar o número do título, mas esquecem”, relata o vigilante, Jeferson da Silveira e responsável por coletar assinaturas no edifício da Diocese Católica.

“Espero que os idealizadores do projeto consigam as assinaturas necessárias, porque precisamos mudar as coisas” salienta a auxiliar administrativa, Ana Cláudia Moraes.

A coleta das assinaturas deve continuar até o fim do ano em diversos pontos como, Associação Comercial, sede da OAB, Sindicatos dos Professores da UEPG, entre outros. Para que o projeto seja protocolado no Congresso Nacional é necessário 1% do total de eleitores, aproximadamente 1,5 milhão de assinaturas.