corrupcao5-02-12-11Acontece entre os dias 3 e 9 de dezembro em Ponta Grossa a Semana de Combate à Corrupção. Várias entidades da cidade se reuniram para realizar diversos eventos referentes ao tema, inclusive um ato público no Calçadão da Coronel Cláudio.

altNa última terça-feira, dia 8, cidadãos pontagrossenses mostraram sua indignação quanto aos casos de corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná. O movimento “O Paraná Que Queremos” foi promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, contando com a participação de entidades de Ponta Grossa.

Entidades representando diferentes setores da sociedade civil de Ponta Grossa se manifestaram contra a corrupção da Assembleia do Paraná. A ação envolveu várias cidades do estado e foi promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná.

Mais de 500 pessoas se reuniram no protesto que ocorreu na rua Benjamin Constant, próxima ao Terminal Central. Para o presidente do Observatório Social (OS), Ermar Toniolo, a adesão dos cidadãos foi satisfatória.

“Ponta Grossa é a capital cívica do Paraná. A manifestação de hoje provou que estamos sensibilizados e nos importamos com a administração pública. Exigimos ética e queremos um basta para a corrupção”, afirma Ermar.

A prova da mobilização dos pontagrossenses está também no site oficial do movimento, www.novoparana.com.br, já que é a cidade do interior com maior número de assinaturas (1.667).

FO presidente da OAB de Ponta Grossa, Luiz Alberto Kubaski (foto), apontou a importância da presença dos jovens no protesto. “Estudantes são o futuro do país. Demonstrar preocupação com o dinheiro público é exatamente o que desejamos de todos os brasileiros”, diz. Para Kubaski, o evento representou um marco histórico para Ponta Grossa, em que a sociedade se uniu e o resultado foi positivo.

Mais de 30 entidades de Ponta Grossa participaram do manifesto, como a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), o Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região, o Sindicato dos Metalúrgicos, o Fórum Social em Defesa de Políticas Públicas, o Observatório Social e o Conselho Empresarial da Mulher Executiva.

Para o representante do Fórum Social, Joel de Oliveira, o envolvimento das entidades demonstrou a preocupação com a transparência da Assembleia. Entretanto Oliveira afirma que a participação de políticos poderia comprometer a função do evento. “O carro de som não pode servir de palanque. O objetivo de hoje é o protesto ao invés de campanha”, diz.

 Alguns dos participantes souberam do manifesto através da divulgação imprensa, como é o caso do dentista Giovatan de Souza Bueno. “Sou de Palmeira e vim especialmente para o evento. Precisamos de uma reforma política e hoje demonstramos nossa indignação”, afirma.


Para o jornalista Regis Rieger, o estímulo da imprensa foi fundamental para mobilizar as pessoas. “O papel dos meios de comunicação deve ser neutro, entretanto em um caso como esse, é uma obrigação ser também um agente social, apresentando as consequências da corrupção para o cidadão comum”, conclui.

altO Observatório Social (OS) de Ponta Grossa reuniu diversas entidades da sociedade civil para organizar uma manifestação contra a falta de transparência na política paranaense. A origem das ações foram as reportagens dos Diários Secretos na Gazeta do Povo/RPC. O protesto será na próxima terça-feira, dia 8, em várias cidades do estado. Em Ponta Grossa, começará às 18h, próximo ao Terminal Central.

Em reunião na última terça-feira, na sede da Associação Comercial e Industrial (Acipg), o Observatório Social de Ponta Grossa (OS-PG) articulou uma manifestação de repúdio ao caso dos Diários Secretos, publicados pela Gazeta do Povo/RPC TV.

O movimento, chamado O Paraná Que Queremos,  é organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná e conta com o apoio de mais de 300 entidades. O objetivo é a transparência e a ética das ações do Poder Público.

O encontro reuniu 15 pessoas representando entidades da sociedade civil organizada. Estavam presentes membros da Associação  Médica de Ponta Grossa, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, do Sindicato dos Varejistas de Ponta Grossa e do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana (SIEMACO).

A reunião definiu uma manifestação no dia 8 de junho, às 18h, no Coreto do Parque Ambiental (entre o Terminal Central e o Paraguaizinho). A ação acontecerá na capital e nas principais cidades do interior do Estado, como Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel.  O ato não possui ligação com partidos políticos e preza pela cidadania.

O presidente do OS, Ermar Toniolo, considera que é preciso se organizar contra um sistema político corrompido, pois os impostos poderiam ser melhor utilizados. “Sinto-me envergonhado de ter esses representantes que difamam a imagem do estado no restante do Brasil”, afirma. Segundo Toniolo, é necessário que exista um vínculo com a imprensa para que o movimento tenha mais adesão.

De acordo com o vice-presidente da Associação Médica Paranaense, Francisco Pereira de Barros Neto, o Paraná que Queremos é um movimento histórico por reunir membros de diversos setores da sociedade civil.

“A corrupção envolve todos nós, como cidadãos. É fundamental que toda a sociedade participe das ações. A classe médica tem um papel importante no movimento, pois é uma grande formadora de opinião”, diz.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Leovanir Martins, é essencial que a sociedade se envolva, pois é o dinheiro público que mantém a Assembleia. “A expectativa é de que o movimento promova a consciência política e estruture um acompanhamento das ações de nossos governantes”, conclui.

Até o fechamento dessa matéria, mais de oito mil pessoas tinham já aderido ao movimento.