A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que define o reajuste de salário para os trabalhadores das revendas de autopeças e concessionárias de veículos está atrasada há mais de um mês. A data-base para o reajuste é no dia primeiro de junho, mas as negociações não avançaram.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Ponta Grossa, João Vendelin Kieltyke, conhecido como Seu João, as negociações estão paradas e não há previsão para o acerto do reajuste. A alteração salarial é retroativa em relação à data-base, ou seja, mesmo que o acerto saia após a data definida, o trabalhador recebe a diferença dos meses anteriores.

Segundo Seu João, o valor do reajuste ainda não foi definido. Os trabalhadores pedem um piso de R$ 1206,00, enquanto os lojistas oferecem um piso de R$ 1193,85. O número de trabalhadores no setor de autopeças e concessionárias em Ponta Grossa é de aproximadamente 6000 pessoas. A única reivindicação é referente ao salário, já que as comissões têm reajuste automático com o aumento nos preços dos produtos.

A negociação do reajuste é feita com o Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos (Sincopeças), sindicato estadual com sede em Curitiba (PR) e com o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sincodiv), também estadual com sede em Curitiba. Não há uma sede desses sindicatos em Ponta Grossa.

Por telefone, a secretaria do Sincopeças afirma que está aguardando a resposta do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Curitiba (Sindicom) para retomar as negociações com o restante do estado. Segundo a secretaria, a prioridade do ajuste é para os trabalhadores da capital pelo fato de a data-base de Curitiba ser em maio.

A proposta enviada é do pagamento de 5% do INPC até o mês de setembro, e o pagamento posterior do restante retroativo ao mês de maio. Os sindicatos dos trabalhadores exigem o pagamento do INPC em parcela única.

Marcos Barbosa, que trabalha em uma loja na Avenida Ernesto Vilela, reclama que os preços sempre sobem, enquanto o salário permanece igual. “A gente se acostuma a ter um padrão de vida, de repente é obrigado a abaixar. A gente nunca chega a ficar devendo, mas tem que diminuir os gastos”.

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