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Falta de identificação nas covas e manutenção geral são apenas alguns dos problemas. A norma que regulamenta os cemitérios em Ponta Grossa é de 1956 e determina que haja um responsável em cada local, serviço público que não vem sendo prestado à comunidade.

O Serviço Funerário municipal informa que falta de funcionários para atender a todos os cemitérios e o baixo índice de mortes no local são os contratempos ao fornecimento de serviço de qualidade.

No portão, a faixa amarela, que impede pessoas não autorizadas de entrarem, está rasgada. Não há cadeados nem qualquer tipo de identificação.

Ali, o mato toma conta das cruzes e daquilo que um dia foi a identificação de um sepultamento. Mais adiante, lixos se acumulam. É esse o estado do cemitério da Colônia Sutil, localizada na PR-151. 

O Sr. João Batista, que hoje reside no Cará-Cará, morou 30 anos na Colônia e se lembra de um dos primeiros mortos enterrados no local. “O primeiro eu me lembro porque fui eu quem fez o buraco (cova) lá”, conta.

Uma das cruzes que ainda se pode ler data de 1975. O cemitério foi criado na década de 1970. Na época, os corpos eram sepultados em covas rasas. 

 

O decreto nº 24, de 20 de março de 1956, regulamenta o funcionamento dos cemitérios municipais. De acordo com a resolução, para cada cemitério deve haver um administrador. No caso daqueles de pequeno movimento, pode ser designado um zelador. 

Caberia ao administrador regular o horário de abertura e fechamento dos portões, manter a ordem e a regularidade no serviço e providenciar o asseio e a conservação do cemitério, além de outras tarefas.

Na Colônia Sutil, porém, ninguém fica responsável por essa função. 

A representante da comunidade quilombola, Neivair Gonçalves, relata que não existe um coveiro no cemitério. “Quando acontece de alguém morrer, são as famílias que providenciam as covas”, diz. 

Um dos moradores do local, Geraldo Pinto, lembra que, em algumas situações, os habitantes se reúnem e passam veneno no cemitério, a fim de impedir que o mato tome conta. 

O diretor do Serviço Funerário e Cemitérios do município, José Martins, informou que é papel do departamento realizar a conservação do local, mas que o baixo fluxo de mortos e a falta de funcionários para cuidar de todos os cemitérios impedem que alguém atenda exclusivamente à Colônia.

“Como a Sutil é um cemitério distrital, ali, se faz quatro funerais por ano, é muito. Então não há necessidade de ter alguém que cuide do cemitério especificamente. O fluxo maior de atendimento é na cidade.”

Em Ponta Grossa, existem 21 cemitérios municipais e dois particulares. Desses cemitérios, sete estão localizados na região urbana e 14 na região distritral, como Itaiacoca, Guaragi e Uvaia.

Conforme informou o diretor, são 12 funcionários responsáveis hoje pelo serviço de limpeza, manutenção, benfeitoria e sepultamento. Os serviços prestados aos quilombolas acontecem, segundo relatou, entre 60 e 90 dias.

No caso de falecimentos, as famílias precisam comunicar primeiramente ao Serviço Funerário, que deverá, através de uma ordem municipal, estabelecer o local para a construção dos túmulos.

Caso os jazigos não estejam prontos, os corpos são sepultados nos túmulos provisórios fornecidos pela Prefeitura.