O Núcleo Santa Terezinha, localizado no bairro Contorno, não conta com espaços e atividades para atender às demandas de lazer da comunidade. Os moradores precisam se deslocar até outros locais para, por exemplo, levar as crianças a parques.

A falta de atrativos voltados a atividades de lazer incomoda moradores do Núcleo Santa Terezinha. O único espaço público disponível no local é o do Centro de Eventos de Ponta Grossa, utilizado somente em datas e realizações especiais do município, como as tradicionais festas do Chopp Escuro (München Fest) e a Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Ponta Grossa (Efapi).

“No Santa Terezinha, não temos espaços para o lazer. Além da estrutura do Centro de Eventos que é, eventualmente, freqüentada por jovens, não existem opções aqui no bairro”, aponta o morador Francisco Pacheco.

O espaço de 605 mil metros quadrados do Centro de Eventos permanece fechado e não é permitido à população freqüentá-lo fora das agendas festivas.

Funcionário responsável pela manutenção da estrutura do Centro de Eventos, José Amilton conta que todos os dias jovens entram ‘ilegalmente’ no espaço para andar de skate e caminhar. “Se tivesse quem fiscalizasse os visitantes, não haveria problema em deixá-los freqüentar o Centro de Eventos, mas como não há, é perigoso”, explica.

Amilton relata que durante a noite a segurança do Centro de Eventos é feita pela Guarda Municipal, porém de dia não têm funcionários para prevenir as atividades de vândalos no espaço e, por isso, a presença da comunidade é proibida.

O diretor administrativo do Centro de Eventos, Francisco Kapfenberger FIlho, relata que a estadia provisória da unidade de saúde do Santa Terezinha, no local, atrai muitas pessoas para o espaço todos os dias.

“O posto de saúde do Shangrilá está em funcionamento aqui, durante a reforma da sua sede. Mas é só por isto que permitimos a entrada de moradores aqui”, justifica.

O Diretor de Urbanismo da Prefeitura de Ponta Grossa, Orlando Henneberg pontua que o espaço do Centro de Eventos não é para o lazer diário dos moradores da região. 

Ele afirma não haver qualquer projeto de tornar viável a freqüência da comunidade no local: “O Centro de Eventos foi aprovado com outra proposta, não para servir aos moradores do Santa Terezinha, e sim à coletividade em geral”.