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Bem próximo de completar dois meses de chegada ao Brasil, família de sírios recebe amparo de igreja cristã para se refugiar da guerra civil que acontece em seu país. O local escolhido foi o bairro Santa Paula. Devidamente documentados, os novos moradores vêm se adaptando aos poucos. Já trabalham e pretendem não retornar ao país de origem.

O Brasil é um país de sorte por se manter distante dos principais conflitos armados no mundo. Esse é um dos principais motivos que fazem a nossa terra receber muitos dos refugiados de guerra. A Síria vive hoje um momento muito crítico e sangrento por conta de constantes conflitos armados naquele país.

O Brasil está entre os principais locais de refúgio para essa comunidade. Segundo informações fornecidas pela Agência da ONU para refugiados (ACNUR), até o mês de agosto foram contabilizados cerca de 3 milhões de refugiados sírios pelo mundo.

Conforme os dados da agẽncia, um em cada oito (12,5%) sírios tem cruzado a fronteira, o que equivale a um milhão de pessoas a mais que em todo o ano anterior. Só no Brasil existem mais de 1250 Sírios abrigado, sendo a maior população de refugiados.

Veja mais informações em : 

http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/refugiados-sirios-chegam-a-3-milhoes-em-meio-a-crescente-inseguranca/

Ponta Grossa está entre as cidades que acolhem estas pessoas. Até o momento, são duas famílias sírias amparadas em nossa cidade, sendo uma delas no bairro da Santa Paula.

O senhor Soliman, de 67 anos, e sua esposa Fadwa, de 60, que preferem não divulgar seus sobrenomes, trouxeram junto seus três filhos: o casal de gêmeos Nagham (menina) e Omran (rapaz), com 18 anos, e Omar, rapaz de 20 anos que precisou abandonar a faculdade de engenharia mecânica para mudar ao Brasil.

Depois de quarenta e oito dias morando na cidade, dizem estar felizes: "Nunca imaginei estar no Brasil, embora não domine bem o idioma, posso perceber que encontrei um povo muito acolhedor", relata Nagham, que ainda se comunica em Inglês.

Sem intenções de retornar à terra de origem, seguem planejando firmar residência em nossa região: "certamente o Brasil será o lugar de nosso recomeço", afirma o pai Soliman.
Segundo relato da família, o dinheiro para financiar as passagens aéreas e a documentação foi obtido por meio da venda de todos os objetos de casa.

A partida da Síria ocorreu debaixo de muitas tensões, pois a cada fronteira eram feitos vários questionários para saber o motivo da viagem. "O alívio só veio na chegada ao Brasil", desabafa Nagham.

Já devidamente documentados no Brasil, Soliman e seus dois filhos trabalham numa construtora da cidade. "Mesmo não falando bem o idioma, os sírios desempenham um trabalho excelente", comenta Reinaldo Mazurechen, dono da construtora.

Mesmo empregados, os novos moradores recebem amparo de uma instituição religiosa. O pastor que aceitou receber e cuidar da família diz ser uma responsabilidade muito grande.

"Entretanto, com a graça de Deus e a colaboração dos irmãos da igreja local, tudo tem se tornado uma tarefa muito gratificante", relata o Pastor Renato Cordeiro. A igreja segue no compromisso de prover tudo o que envolve a estadia da família por pelo menos um ano.

Categoria: Contorno
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