O público ajudou a complementar os causos com suas próprias lembranças

O Centro de Convivência do bairro Santa Paula (CECON) recebeu nesta quarta feira, dia 21, uma roda de histórias promovida pelo III Festival de Contadores de Histórias, em parceria com a fundação ProAmor. O grupo da terceira idade pôde prestigiar a apresentação dos contadores paulistanos Zé Bocca e Marcos da Silva.

 

A dupla apresentou histórias caipiras com características da região, a partir de narrativas e música. Marcos explica que a apresentação é o resultado de uma pesquisa regional. “A gente viaja muito pelo Brasil para contar histórias e percebemos que nos lugares as pessoas têm uma referência com a cultura de origem. Então fomos atrás das histórias dos nossos avós, que eram de origem rural e resgatamos essa cultura”.

Responsável pela parte musical, Marcos toca violão durante as músicas e produz sons para complementar os causos. “A música naturalmente vem junto porque é parte de um processo cultural, geralmente ela está dentro de um contexto”, explica.

Zé Bocca, que conta todos os causos e também canta, acredita que a apresentação mostra que contar história não é só um entretenimento infantil. “As pessoas me perguntam se eu conto história pra crianças, eu respondo que conto histórias pra quem tem sensibilidade de parar e ouvir”. E esse sentimento, para ele, foi recebido de maneira positiva. “A identificação do público é imediata. Isso refresca a memória deles”.

A música serviu para animar as histórias e refrescar a memória do público, que conheceu todas as músicas apresentadas

O público, composto por cerca de 20 idosos, participou ativamente da apresentação ao cantarem as músicas, reagirem às histórias com risos e baterem palmas. “Acredito que esse contato com a cultura fortalece o vínculo entre eles. Serve também com uma troca de experiências e valorização desses profissionais que trabalham com a cultura”, comenta a diretora do Departamento do Idoso da Fundação ProAmor, Suelen Rigoni.

Após 30 minutos de histórias, os contadores terminaram a apresentação com mais músicas. Odina Gonçalves disse que a diversão foi garantida e trouxe lembranças. “A gente riu bastante durante toda a apresentação, a música deixou ainda mais divertido. E traz aquela saudade dos tempos antigos, dos bailes que hoje já não existem mais”.

A terceira edição do festival também contemplou outros grupos de terceira idade, escolas e entidades sociais. Seu encerramento foi no Cine-Teatro Ópera, com contadores nacionais e visitantes, e promoveu o tema central “Ancestralidade e Diversidade Cultural”.

Gestos e expressões complementavam a apresentação para caracterizar a cultura da região

Arquivo Comunitário:

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