Nos últimos meses a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Paula tem registrado um significativo aumento no volume de pacientes. A unidade projetada pelo Ministério da Saúde para atender 7 mil casos de urgência e emergência, cerca de 233 pacientes por dia, esse ano chegou a quase 600 pacientes em dias mais cheios.



Essa superlotação causa demora no atendimento dos pacientes, principalmente nos casos classificados como “não urgentes” que tem o tempo estimado de 4 horas de espera para o atendimento, tempo que pode aumentar se houver casos mais urgentes.

Segundo o Assessor de Comunicação da UPA, Fagner Antônio Lopes, a Unidade esclarece que trabalha com o sistema de classificação de risco, que consiste na priorização do atendimento para os casos mais graves. Nesse sistema, os pacientes com casos não urgentes e que não fazem parte do perfil de atendimento da UPA, aguardam até que os demais pacientes, sejam atendidos.

Como foi o caso de Aimee Jovino que levou a filha de 5 anos até a Unidade na última quarta-feira (11) e esperou cerca de 5 horas para o atendimento. “Ela estava com febre e vômito, mas classificaram ela como o azul, que é o que não tem importância.”, comenta Aimee sobre o sistema de classificação de risco da Unidade.

A superlotação também pode ser atribuída pela falta de estrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros, fazendo que os pacientes recorram ao Pronto Atendimento do Santa Paula. Moradora da Vila Margarida, Aimee afirma ter recorrido a UPA porque no postinho do bairro onde mora não a atenderam. “Aqui pelo menos depois dela passar mal de novo passaram ela para o amarelo e foi atendida, apesar da demora”.

Lopes afirma que em casos de pouca urgência é recomendado que o paciente procure, em primeiro lugar, a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência, para que desafogue o atendimento da UPA e evite longos períodos de espera.

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