Localizado no Santa Terezinha, o Residencial Buenos Aires é recente e apresenta problemas para os moradores (Foto: Nathasja Rotter)


Inaugurado em 10 de agosto do ano passado, com 404 casas, o conjunto Buenos Aires já apresenta problemas de segurança. No residencial, que fica no bairro Santa Terezinha, bastante afastado do Centro da cidade, muitos assaltos e tentativas de invasão das residências têm sido registrados. A recorrência de registros assusta os moradores uma vez que boa parte deles passa o dia fora de casa, precisando reforçar a segurança doméstica. Os que ficam contam que não saem para cuidar da casa ou por medo de sofrer alguma violência na rua.


A questão da segurança, no conjunto habitacional divide a opiniões. Apesar do alto número de ocorrências relatado por muitos moradores, alguns acreditam que são coisas do cotidiano e que não são tão altos os números de casos.

Luís Carlos, que é barbeiro e trabalha em casa, afirma que, mesmo as ruas de baixo da sua tendo casos de assalto, ele não tem motivos para reclamar do local onde mora. Para ele, o fato de a violência ser feita pelos próprios moradores do conjunto é o que dificulta a resolução do problema.

É possível observar que, mesmo durante a semana, o movimento é grande no local. A visita, feita na parte da tarde, mostrou que grande parte dos moradores estavam em seus lares. Já a maioria das casas fechadas possuía algum tipo de reforço na segurança, como grades, muros e vigias noturnos.

A casa de Carine Stofela é uma dessas. O imóvel possui grades e monitoramento. A moradora conta que, algumas vezes, durante a noite, o vigia passa por lá para conferir se está tudo bem, mas ela acredita que, por haver um intervalo de tempo, o serviço não seja tão eficiente.

A família de Carine já passou por uma tentativa de roubo do carro, que estava dentro da sua propriedade. Já a vizinha quase teve a casa invadida. Em nenhum dos casos, nem vigilante, nem a polícia foram até lá para prestar socorro.

Daniele Faria não teve a casa invadida, mas conta que sua vizinha passou por momentos de nervosismo e teve prejuízo financeiro, quando teve todos os seus eletrodomésticos roubados. Por esse motivo, Daniele preferiu se prevenir e proteger sua casa com grades. A residência de Elza Martins sofreu uma tentativa de invasão. Quando os ladrões perceberam uma movimentação dos vizinhos, desistiram da ação.

“Não dá para deixar a casa sozinha, de jeito nenhum”, afirma a moradora, que se mostra preocupada com a situação. Ela acredita que devido à localização do residencial, a presença da polícia ao acontecer esse tipo de situação dificulta a ação dos infratores.

Janela da casa da moradora Joelma Martins, que foi quebrada com pedras durante a madrugada. 

Na última semana, a falta de muros e grades fez com que Joelma Martins passasse por momentos de tensão em sua residência. Aproximadamente à meia-noite de sábado, a família começou a ouvir barulho de pedras e notou que estavam tentando quebrar os vidros das janelas e portas. Segundo Joelma, os agressores estavam em um grupo de quatro pessoas e gritavam alto do pátio de sua casa, o que motivou seu marido a sair para verificar o que estava acontecendo. Fora de casa, o homem foi agredido na cabeça, pelos invasores, e precisou ser atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento.

Joelma conta ainda que chegou a fazer uma ligação para a polícia, mas nenhuma viatura foi até sua casa. Para ela, por ser um loteamento novo, a situação da violência vai demorar a ser resolvida. Ela completa contando que a família guardava dinheiro para comprar um carro, mas que agora prefere utilizar o dinheiro para ir morar em lugar mais seguro.

A casa da frente da moradora também foi assaltada recentemente. Os invasores entraram na residência, durante a tarde, e levaram muitos pertences das vítimas. No momento da visita, a família não se encontrava no local. Em contraponto, a vizinha, que não quis se identificar, ao lado das duas casas assaltadas, afirmou não ter problemas com a violência e não se sentir insegura na vila.

A falta de segurança prejudica também a estrutura do local. No residencial, existe um parquinho para as crianças, mas que, hoje, está bastante depredado.

A moradora Daniele Faria conta que os brinquedos foram levados, durante o dia, e que a estrutura faz muita falta para as crianças das famílias que moram na região, que têm poucas opções de lazer perto de suas casas. 

A reportagem do Portal Comunitário tentou entrar em contato com a Polícia Militar, mas as ligações não foram atendidas. 

Parquinho cujos brinquedos foram depredados no Residencial Buenos Aires.

 

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar