Uma “Feira Verde” chama a atenção da vizinhança, na Rua Nicolau Kluppel Neto, no Santa Paula, bairro Contorno. As frutas, verduras e legumes encontram-se expostos sob a proteção de uma lona presa a uma velha Kombi.

Um buraco na Rua Nogueira, no Santa Paula, acumula água em dias de chuva e atrapalha os moradores. Prejudica, principalmente, os donos do comércio localizado em frente. Os pedidos de providências à Prefeitura não tiveram resposta até o momento.

Residentes do bairro D. Pedro II apontam as dificuldades causadas pela ausência de creches no local. A moradora Jocimara Dobvwnski conta que nunca houve creche no bairro e que, embora a filha de seis anos estude um único período, a falta de um ambiente confiável onde deixar a criança a impossibilita de trabalhar.

A Associação de moradores do bairro do Sabará realiza todos os dias um bazar comunitário na sua sede. O bazar não apenas beneficia os moradores do bairro como também de vizinhanças próximas, porém tem sido alvo de desconfiança de quem paga aluguel da Associação.

Moradores do bairro Santa Paula III aguardam solução para a falta de uma área de esporte e recreação no bairro. Secretário de Esportes prometeu melhorias na área até o mês de setembro.

População questiona horário de funcionamento do Posto de Saúde, que só atende das 7h às 18h. Usuários do sistema público ficam sem serviços especializados à noite e recorrem ao Hospital Municipal, no centro de Ponta Grossa.

Logo após a posse, a nova diretoria se reuniu com moradores e representantes de órgãos públicos para discutir sobre a segurança no bairro. Diretoria e moradores afirmam que a prioridade entre as melhorias é mais policiamento no Santa Paula.

alt“Quem faz do arroio o esgoto é a família”, afirma o presidente da Prolar, Herivelto Benjamim. O presidente afirma que, de acordo com a legislação federal, é proibida a construção de moradias a menos de 30 metros de arroios. Benjamim acredita que falta conscientização da população sobre a preservação permanente de fontes de água. Para o presidente, a responsabilidade é de todos os cidadãos.

 

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Quem quer praticar basquete no núcleo Santa Paula faz o que? Nada. As tabelas de basquete foram retiradas do Ginásio de Esportes Alfredo Pereira de Barros Junior pela atual gestão da Associação de Moradores. Para o morador Fernando Galvão, a procura pelo esporte na região é pequena. No entanto, projetos como o Escola da Bola, que disponibilizaria material e professor para a prática do basquete, estão inviabilizados.

Para quem pensa que um ginásio de esportes, no plural, abrange diferentes práticas esportivas, está enganado se considerar o Ginásio de Esportes Alfredo Pereira de Barros Junior, no núcleo Santa Paula. As tabelas utilizadas em jogos de basquete foram retiradas pela atual gestão da Associação de Moradores do bairro. 

Nas palavras do presidente da Associação de Moradores, Osmar Cordeiro, as estruturas foram retiradas porque atrapalhavam a prática de futsal. “As tabelas prejudicavam os chutes a gol. A bola batia nas tabelas e estragava o jogo. Além disso, a bola quebrava a tabela”, explica. 

Segundo Osmar, o destino dado às estruturas foi uma troca com a Escola Estadual Professora Elzira Correia de Sá.  “As tabelas da escola estavam velhas. Resolvemos pegar nossas tabelas e trocar pelas que a escola possuía. A intenção é utilizar esse material retirado da escola para montar uma quadra de basquete no espaço onde ficava a pista coberta de skate”, declara. A direção da Escola não concedeu entrevista para a equipe de reportagem. 

Para o frequentador do Ginásio, Fernando Galvão, são poucas as pessoas da região que praticam o basquetebol. “Eles retiraram as tabelas por que pouca gente jogava e, também, por que é cobrado para jogar na quadra. O pessoal que jogava futebol reclamava das tabelas”, completa. 

Sobre a questão dos aluguéis, Osmar alega que esse dinheiro é necessário para a manutenção do Ginásio.

 O diretor Administrativo da Secretaria de Esportes e Recreação (SER), Eduardo Nunes, afirma desconhecer a retirada das tabelas do Ginásio do Santa Paula. “A única coisa que a gente sabe é que, ano passado, o Ginásio foi reformado através de uma verba federal. Talvez, as tabelas podem ter sido retiradas nessa reforma”, declara. Segundo Eduardo, não é possível ocorrer nenhuma alteração estrutural sem a autorização da Prefeitura.   

Com a falta das tabelas, a prática do basquete, que seria uma das quatro modalidades oferecidas pelo projeto “Escola da Bola”, fica comprometida. “Nós temos dez bolas de basquete que seriam usadas pelos alunos do projeto. Como não tem tabela, elas ficam sem uso”, destaca o professor Carlinhos Mendes.
 

Prática esportiva comprometida

Problemas com estruturas para práticas adequadas de esportes não acontecem só no Núcleo Santa Paula. No 31 de Março, por exemplo, a quadra poliesportiva está com problemas estruturais há mais de três anos. 

Para conseguir desenvolver as atividades esportivas, a saída encontrada pelos moradores foi arrecadar dinheiro e converter em benefícios para quem pratica esporte.

 

altMoradores do Núcleo Santa Paula aguardam a troca de rolamentos nos aparelhos da academia de ginástica ao ar livre. Após três meses de instalação, dos 12 aparelhos do conjunto, oito se encontram em desuso. A Prefeitura prevê que os aparelhos estejam em funcionamento em breve. A placa com instruções para a realização dos exercícios também deve ser instalada nesse período.