correios1a_16.09.09A greve nacional foi aprovada ontem em assembleias realizadas pelos sindicatos de todo o país. Em Ponta Grossa a paralisação ainda é parcial. No CDD e Agência Central as atividades continuam normalmente. A diretoria sindical pretende mobilizar mais trabalhadores para a greve, que não acaba até a empresa dar uma resposta sobre a pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores. A Agência Central de Ponta Grossa (foto) continuou com atendimento normal nesta quarta-feira.

 


Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de todo o país entraram em greve hoje. No Paraná, os filiados ao Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (SINTCOM) aprovaram em assembleias realizadas ontem, 15 de setembro, o início de mais uma paralisação.

As votações no estado aconteceram em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. O motivo é a ausência de um parecer da empresa sobre a pauta de reivindicações apresentada pelos sindicatos ainda no mês de agosto.

Em Ponta Grossa, segundo o diretor regional do sindicato, Alípio Neri Machado, o número de funcionários que iniciaram a greve hoje já é significativo, mas a paralisação ainda é parcial na cidade. 95% dos funcionários do Centro de Entrega de Encomendas (CEE), metade dos funcionários do Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) Nova Rússia e dois do CDD Uvaranas já estão em greve. Já no CDD e Agência Central, o atendimento permanece normal.

“Vamos continuar paralisados por tempo indeterminado e pretendemos fazer a greve amanhã na frente da Agência para motivar a participação de mais funcionários”, explica Alípio.

O Diretor da Secretaria de Estudos Socioeconômicos do SINTCOM, Celso Paiva, explica que os sindicatos tentam negociar junto à ECT 64 reivindicações. Segundo ele, a greve só acaba quando a empresa formalizar uma proposta que convença os trabalhadores. “Espero que a empresa apresente uma proposta aceitável. E que ela contemple o que todos os funcionários esperam”, diz.

A atendente comercial Simone Mayer, conta que é favorável à greve, mas revela que ainda não começou a paralisação. “Eu acho que está certo parar, porque só assim podemos tentar negociar com a empresa, mas aqui (Agência Central) continuamos trabalhando normalmente. Ainda não houve nenhuma mobilização hoje”, explica Simone.

O gerente da Agência Central de Ponta Grossa, Benau Negri, conta que a diretoria da ECT ainda não emitiu nenhum  comunicado oficial sobre a greve.

Entre as principais exigências dos funcionários estão:

- Aumento linear de R$300,00 no salário de todos os trabalhadores;
- Pagamento no percentual de 40% em adicionais de periculosidade e insalubridade para os funcionários das áreas operacionais e administrativas;
- Vale Alimentação/Refeição de R$30,00;
- Piso salarial de três salários mínimos.