correios1-02-04-09Após rejeitar a proposta do Plano de Participação nos Lucros (PL) de 2008, os funcionários da ECT aprovaram por unanimidade um estado de greve. No PL, cada funcionário do setor operacional receberia R$800, enquanto que diretores de cúpula R$40 mil cada. A qualquer momento os sindicatos de todo o Brasil podem iniciar a paralisação.

 


Em Ponta Grossa, os funcionários filiados ao Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) aprovaram em assembléia o Estado de Greve. Segundo o Diretor da Secretaria de Estudos Socioeconômicos do Sintcom, Celso Paiva, isso significa que a qualquer momento os funcionários podem iniciar a paralisação das operações.

“Vamos fazer uma análise em nível nacional. Se um número maior entender que a greve deve acontecer, realizamos outra assembléia e paralisamos” explica Paiva.

O motivo da greve é a insatisfação com o plano de Participação nos Lucros (PL) de 2008. Além disso, os funcionários alegam a falta de transparência da empresa na apresentação das propostas. No PL, cada funcionário do setor operacional receberá R$800. Com descontos de faltas injustificadas e licenças médicas acima de quinze dias, esse valor chega a R$ 640. Enquanto isso, diretores de cúpula receberão R$40 mil cada.     

Na assembléia, 100% dos presentes rejeitaram, por aclamação, essa proposta. Para a carteira Silvana Aparecida dos Santos, que participou de todas as paralisações desde que entrou na empresa, as pessoas estão desinformadas sobre a greve. “A maioria das pessoas acham que é baderna. Estamos apenas lutando por um direito nosso”, diz Silvana.

A atendente comercial Dirce Franco acredita que a greve é a única maneira de lutar por condições melhores de trabalho nos Correios. “Não tem como pedir aumento para o nosso chefe imediato. Precisamos da posição do sindicato para lutar pelos nossos direitos”, explica Dirce.

Já o carteiro Aluisio Macedo Rosa ressalta as divergências nos valores do PL proposto pela ECT aos funcionários. “Este é o grande impasse. Sempre o que trabalha mais é o que ganha menos. Essa é nossa reivindicação: uma partilha mais linear e justa”, diz.

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