correios1-29-03-09Em assembléia na próxima terça-feira, dia 31, os funcionários dos Correios decidem se paralisam em abril. O motivo é a divergência quanto à divisão do total de lucros apurados em 2008. Na proposta da empresa, cada diretor de cúpula receberá R$40 mil, enquanto que cada funcionário operacional apenas R$800. Porém a greve divide opiniões entre os funcionários.

No próximo dia 31, o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (SINTCOM-PR) discute em assembléia o Plano de Participação nos Lucros (PL) proposto pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

O Sindicato alega insatisfação com o modelo de distribuição apresentado pela ECT. Nele, a empresa propõe que o lucro de 2008 (R$ 800 milhões) seja dividido em:
- R$ 40 mil para cada um dos diretores de cúpula; e
- R$ 800 para cada colaborador efetivo do setor operacional.

Porém os operacionais que possuem faltas injustificadas, ou tiraram licença médica acima de quinze dias, receberão com desconto de 20%, o que resultará em um valor final de R$ 640.
Caso a ECT não apresente nenhuma proposta até o dia 31, os funcionários podem entrar em greve. Segundo o SINTCOM-PR, a ECT não divulgou os critérios e metas utilizados para a divisão de lucros.

O integrante da diretoria sindical de Ponta Grossa, Alípio Neri Machado, defende que o lucro seja dividido igualitariamente. “Todos trabalharam e cumpriram suas funções”, diz.

A funcionária da agência central de Ponta Grossa e Delegada Sindical, Simone de Fátima Mayer, concorda que os melhores cargos devam receber mais. No entanto acha que a quantia do PL repassada para os diretores é absurda. Simone revela que o objetivo agora é lutar por um aumento do PL dos funcionários de, pelo menos, R$100.

correios2-29-03-09.jpgO atendente comercial Sidnei Nicolau e o carteiro Marcelo Smiderle acreditam que existem outros mecanismos para reivindicar um aumento que não seja uma greve.
“Não acho justo prejudicar a entrega das correspondências dos clientes”, afirma Marcelo.
O Gerente do Centro de Distribuição Domiciliaria  Central, Marcos Paulo da Silva, também é contrário à paralisação. “A greve fragiliza a empresa e prejudica a sociedade”, relata

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