A insatisfação decorre das modificações no plano de saúde da empresa e por conta do desconto de 15 dias contabilizados como faltas, durante a paralisação.Os trabalhadores são contrários às mudanças no plano de saúde da empresa, que revê a cobertura dos procedimentos médicos.


 

No dia 31 de janeiro de 2014 os funcionários dos Correios suspenderam suas atividades e deflagram greve. A greve durou 42 dias e retornaram ao trabalho no dia 14 de março , por a greve foi declara como abusiva por parte do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . Os trabalhadores que participaram terão que “pagar” os dias que ficaram paralisados. O pagamento se dará com o desconto em folha de 15 dias, no mês de abril e os outros  27 dias serão repostos em horas, não podendo repor nos sábados e domingos que são dias de repouso.
  

 Em Ponta Grossa o setor jurídico do Sindicatos dos Trabalhadores do Correios (SintCom) está analisando algumas estratégias em relação aos 15 dias que serão descontados a lei só permite descontar até 30% dos vencimentos, com um salário  de R$ 1084,00 tirando os 50% dos descontos de encargos não virá pagamento. 

Rosa de Souza que está nos correios desde 1997 está se sentindo lesada “Nosso plano de saúde mudou não resta dúvida e nossa greve, apesar de ter sido deflagrada dentro de todas as exigências da lei, foi julgada abusiva me sinto lesada”.
 

O plano de saúde é muito utilizado pelos colaboradores por ser uma classe que adoece muito facilmente pela decorrência da exposição extrema, as doenças são relativas como problemas na coluna, ombros e joelhos e doenças psicológicas pela sobrecarga de trabalho, segundo relata Rosa de Souza.
 

A funcionária dos Correios, que era carteira,  conta que sofreu muito com um deslocamento no ombro. Agora já está reabilitada, mas continua com tratamentos “Eu não sou um caso a parte, muitos se encontram em tratamento de saúde. Tive rompimento parcial dos ombros, não é cirúrgico, mas não tem cura, só tratamento contínuo.”
 

A assessoria dos correios reafirma que não haverá nenhuma alteração no atual plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde. Nenhuma mensalidade será cobrada, os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado.