A reivindicação vem da verificação de más condições de trabalho, principalmente relacionadas à segurança. Funcionários afirmam que há sobrecarga de trabalho, falta de estrutura adequada e de Equipamento de Proteção Individual (EPI).

 

Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) relizaram assembleia no último dia 29, em Curitiba, para definir as próximas ações de luta por direitos trabalhistas. Na reunião, decidiram dar uma última chance para a empresa garantir melhorias concretas no local de trabalho.

 

 No dia 23 de maio, três containers - equipamentos usados para transporte de cargas - caíram dentro de uma sede dos Correios em Curitiba. O incidente colocou em risco a vida dos trabalhadores, que levaram o assunto até a assembleia.

 

 Segundo as regras de segurança propostas pelos Correios, o empilhamento de mais de dois containers é proibido, pois ameça a saúde física dos funcionários e prejudica o desempenho das atividades.

 

Moacir Domingues, trabalhador dos Correios, comenta que o empilhamento de cargas é uma pratica comum: “Não é novidade, eles empilham os containers dentro dos barracões sem pensar que isso pode ser um risco para quem trabalha no lugar”.

 

 Rosana Carvalho, funcionária da ECT de Ponta Grossa, compareceu à assembleia e afirma apoiar a busca melhores condições no local de trabalho: “Decidimos realizar uma reunião setorial, no dia 13 de junho, para avaliar os rumores de greve, saber se mudou algo ou se devemos pressionar e deflagrar outra greve”.

 

 A questão é que os próprios funcionários avaliam que os Correios não têm uma estrutura e nem número de trabalhadores adequado para toda a demanda. Grande parte dos trabalhadores são terceirizados e não qualificados pelos Correios. Segundo ela, existe uma sobrecarga excessiva das funções e faltam materiais e Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Arquivo comunitário

22/11/2009 - Funcionários reclamam das políticas de saúde, esporte e integração dos Correios