O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom PR) se reúne nessa quinta-feira, 2 de outubro, para decidir a Deflagração de Greve a partir do dia 03.


A ideia é parar na véspera das eleições como forma de pressionar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a ceder às reivindicações da categoria. Do contrário, a falta de entrega de urnas pelos Correios traria transtornos ao processo eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fala que, em caso de haver paralisação dos Correios, a entrega das urnas acontecerá normalmente nos colégios eleitorais, por meio dos motoristas do Cartório Eleitoral.

Rosa Souza, diretora do Sintcom, explica que se realmente houver greve nacional dos correios, as eleições serão prejudicadas, pois há lugares em que não há a possibilidade de terceirização do serviço.

Um carteiro, ou motorista terceirizado, pode carregar de uma a seis urnas, depende das distâncias entre as zonas eleitorais. Há, no município, um total de 126 locais de votação e 793 urnas eletrônicas.

Outra forma de buscar respostas da ECT seria lembrar o número de votos que os trabalhadores trariam ao Governo Federal: “O Governo não pode dispensar votos da categoria ecetista”, afirma a diretora do Sintcom.

Dentre as exigências dos trabalhadores está a cobrança pela mudança no modelo do Postal Saúde e a anulação do parcelamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), valor pago como gratificação, não contando na aposentadoria do funcionário.

A assessoria de comunicação da ECT garante que, em caso de greve, independente do período eleitoral, os Correios colocam em prática o Plano de Contingência, que trata da reposição de grevistas por funcionários de outras áreas.

Há também a possibilidade de os Correios contratarem mão de obra temporária. Porém, o assessor da ECT, Celso Guimarães não acredito que haja greve: “Não há nenhuma perspectiva”, afirma.