O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios acusa a ECT de alterar a Cláusula referente a Multa de Trânsito no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Mas a empresa afirma que o texto do documento não mudou, pois os funcionários sempre tiveram que pagar por infrações ocorridas fora do percurso de serviço.


A assessoria do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) alega que a partir de novembro os Correios cobrariam as multas e retirariam pontos da carteira dos infratores que não estejam no percurso de serviço, ao invés de arcar com as dívidas.
O carteiro Bernardo Paim diz que a indicação do Sindicato é que todos os trabalhadores cumpram rigorosamente as leis de trânsito. Pois a além da obrigação de arcar com os custos, a vida dos funcionários é mais importante que as pressões trabalhistas.
“Achamos um grande retrocesso responsabilizarem os trabalhadores com o pagamento, até porque não contam com a sobrecarga de trabalho”, afirma o carteiro.
Porém, a assessoria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) afirma que não procede a acusação, pois nas ACT 2013/2014 e ACT 2014/2015 nas Cláusulas 40 e 71 sobre Multas de Trânsito, respectivamente, há o mesmo texto.
“Sempre houve a cobrança em caso do funcionário sair do percurso de trabalho e recomendações no sentido de manter o trajeto”.
Sobre a empresa dizer que pagaria por infrações nos casos em que o funcionário esteja no percurso de trabalho, há dúvidas por parte do Sintcom. A direção do sindicato teme que os Correios não se responsabilizem e aleguem que o carteiro não estava no trajeto.
A ECT afirma que os roteiros são predefinidos, não permitindo dúvidas se o funcionário estava ou não no percurso de serviço: “A empresa confere se o endereço que consta na notificação está na rota do percurso estabelecido para o veículo”.
Baseado em dados da Gerência de Encaminhamentos e Administração da Frota (GENAF), o Sindicato também acusa os Correios de manter somente 50% da frota de carros com trava elétrica. A ferramenta é considerada essencial para maior segurança no trabalho.
Já a ECT discorda da informação, afirmando que 87% (7.465 furgões) contam com trava elétrica, dos 8.623 em operação. E o processo de aquisição dos 15% restantes estaria em andamento.

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