Uso abusivo de substâncias químicas por jovens entre 12 e 17 anos é tratado em comunidade terapêutica do Lagoa Dourada

Editorial: Dependentes do comodismo

A falta de recursos dificulta o trabalho da Comunidade Terapêutica

A terceira etapa do tratamento: a reinserção dos pacientes na sociedade

A dependência química é considerada uma doença crônica e é vista como um problema social. Em Ponta Grossa, mais de 100 adolescentes são internados por ano em centros de recuperação, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. 

 

Um deles é a Comunidade Terapêutica Marcos Fernandes Pinheiro, localizada no Jardim Lagoa Dourada.  A entidade atende adolescentes de 12 a 17 anos da cidade.

A comunidade foi criada em 2010. Desde de 2012, o atendimento são prestados na atual sede, no Lagoa Dourada. A estrutura, de propriedade municipal, foi obtida através de edital. Recursos públicos são utilizados para a prevensão e tratamento da dependência e do uso de substâncias psicoativas.

A verba - cujo valor não foi informado - é proveniente do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA/PR). No Paraná, ele  financia entidades que desenvolvem políticas, programas e ações de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

O coordenador terapêutico da instituição, Felipe Cruz, conta que os pacientes chegam à comunidade através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e do Conselho Tutelar. Em alguns casos, eles são levados pela própria família.

O psiquiatra Ronaldo Fraga ressalta que a dependência vem ocorrendo em faixas etárias cada vez mais baixa. “O uso de drogas ilícitas fascina os adolescentes. De uns anos pra cá, a utilização, por parte dessa população, só tem aumentado”, explica o profissional.

Não menos importante que o tratamento, esclarece Fraga, são as instituições que atuam na prevensão da dependência. “Antes de qualquer coisa, é indispensável a conscientização da comunidade como um todo”, afirma.

O Instituto Ação Cultural Homar Paczkowski Antunes Pinto atua, há mais de 12 anos, em Ponta Grossa, na prevensão. Zenilda Ferraz, representante da entidade, ressalta a importância das  atividades culturais, como pintura, culinária e dança.

Para Zenilda, essas iniciativas alertam para os problemas provocados pelo uso das drogas. Elas são realizadas em diversas escolas do município, dependendo do interesse dos diretores dessas instituições.     

Confira a entrevista com a psicanalista Jussara Chaves

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A falta de recursos dificulta o trabalho da Comunidade Terapêutica