Com o avanço das tecnologias e, principalmente, com o advento da internet, o jornalismo encontrou-se em uma nova era. A hipermídia é um momento inédito para os profissionais da área que se encontram com um grande número de informações e vários meios de divulgação.

Na editoria de política o surgimento da internet foi de grande auxílio para a procura de pautas. Hoje é possível encontrar a versão online de todos os diários oficiais, do município, estado, união e justiça. E com as redes sociais, a própria apuração se tornou mais fácil, é o que conta o jornalista da editoria de política de veículo impresso, Stiven Souza: “Pelo twitter é possível acompanhar os comentários dos políticos e das pessoas envolvidas com o evento em tempo real”, comenta sobre as vantagens da plataforma para as pautas que não se consegue estar presente para apuração.
 

O jornalista de web, Afonso Verner, vê avanços para um debate mais plural no meio político com o avanço da internet: “Os movimentos sociais para ganhar espaço eles usam a internet, alguns começam lá, ás vezes eles existem primeiro nele e depois presencialmente”. Vantagens que existem graças a gratuidade e democracia do meio digital, onde pessoas que não tinham espaço na mídia agora conseguem visibilidade.

A mídia digital também serve para ampliar o espaço que alguns personagens políticos já têm na editoria de política. É o caso do vereador Pietro Arnaud: “Eu coloco minhas atividades nas redes sociais e muitas vezes a imprensa publica os comentários que faço na rede”, comenta.

E o que parece que já muito ainda não terminou, a internet também abriu espaço para os público leitor se expressar. “Os comentários são importantes como termômetro para a produção noticiosa”, comenta Afonso Verner e revela que comentários sempre são uma boa fonte de pautas.
 

A rede digital cresceu tanto nos últimos anos que acabou atingindo as práticas jornalísticas, fazendo com que as próprias rotinas dos profissionais se modificassem. Hoje, o jornalista Stiven Souza, afirma que 85 a 90% de suas pautas são encontradas na internet.
 

Esses números não revelam apenas um perfil novo do profissional jornalista, mas também um perfil novo de público. “O fato de ter muito canais de circulação de informação proporcionou que os usuários pudessem ter acesso as fontes primárias”, explica Marcelo Bronosky, pesquisador na área de jornalismo convergente.

Nessa nova era do jornalismo e da editoria de política, o jornalista já não é mais apenas mediador entre a notícia e o público. Já o público não é apenas receptor.  Todos têm a capacidade de gerar conteúdo e verificar a veracidade através da internet. Agora cabe ao jornalista produzir material para a editoria de política que seja tão verídico quanto o conteúdo on-line e que seja, principalmente, mais imparcial do que este.