A manhã do segundo dia de palestras do II Seminário de Jornalismo e Cidadania na Hipermídia (SEJOC) foi marcada pelo painel temático ‘Produção de conteúdo, comunicação cidadã e democratização da comunicação’, com a participação de profissionais da comunicação e representantes de movimentos sociais.

 

 

Um dos assuntos abordados foi o uso da web como ferramenta de representação de interesses de minorias sociais. Segundo Christian Braga, representante dos coletivos de comunicação independentes Mídia NINJA e Jornalistas Livres, os veículos da mídia hegemônica têm o poder de criminalizar ou invisibilizar assuntos de relevância social.

 

“A grande imprensa costuma retratar os movimentos e minorias sociais sob uma perspectiva própria a partir de interesses políticos e governamentais, como dizer que o Movimento Sem Terra invade em vez de ocupar, por exemplo, ou simplesmente não noticiar as ações relacionadas a estes coletivos”, explica.

 

Além disso, Braga defende que o jornalismo como função social deve ser feito “de dentro pra fora”, a partir da perspectiva dos movimentos sociais, e que o avanço das mídias alternativas através da internet veio para facilitar uma produção mais humanizada. “Os veículos independentes só vêm crescendo desta forma porque a população demanda um jornalismo envolvido com questões sociais e que seja responsável por traduzir interesses das minorias com uma narrativa mais sincera”, comenta.

 

A estudante do 3º ano do curso de Jornalismo da UEPG, Bruna Pedroso, comenta a importância do evento como uma alternativa para entender o fazer jornalístico ligado à cidadania e compreender as especificidades da web em relação à comunicação comunitária. “O advento da internet e o alcance de difusão das redes sociais é um passo adiante para que os movimentos sociais possam se manifestar e serem representados de maneira legítima”, explica.

 

Já o estudante do 4º ano do curso de Jornalismo da UEPG e criador do site Ponta Grossa em Números, Rodrigo Menegat, defende o uso da internet como forma de produzir um jornalismo cidadão. “O evento foi capaz de mostrar que o webjornalismo não é necessariamente ligado ao entretenimento, como proposto pela grande mídia, mas é também uma ferramenta de desenvolver narrativas independentes não convencionais”, afirma.

 

Salvar

Salvar