Reunião pública “RTVE, qual TV e Rádio pública queremos”, realizada pelo Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), com apoio da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, na manhã de quarta-feira (2/10), debateu o projeto de lei complementar 383/2013, proposto pelo governador Beto Richa (PSDB), que cria a empresa E-Paraná Comunicação, como pessoa jurídica de direito privado, com a finalidade de “prestar serviços de produção de conteúdo e de imagens”.

demcom1-08-10-11A jornalista Ana Paula Braga Salomon, da Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência (Ciranda), falou sobre “Criança na Mídia” a professores e alunos do curso de Jornalismo da UEPG. A palestra encerrou a XX Semana de Estudos da Comunicação.


Opinião: Os inimputáveis

“Entender mais sobre o espaço público da comunicação é muito importante, principalmente a forma como ele descreveu a comunicação pública comparando com uma grande empresa, como é o caso da Globo. Perceber essa visão do próprio palestrante sobre as novas tecnologias, destacando o exemplo da radiodifusão.” (Hellen Bizerra, 1º ano).

“Eu achei interessante que o Mário colocou, que a gente pode entender melhor como que é a entrada das empresas estrangeiras no mercado quanto à disponibilidade de conteúdo, que ao ver dele, e ao meu ver, vai melhor no debate sobre conteúdo e na democratização sobre isso, ou seja, o público vai ter  mais influência sobre o que ele vai assistir ou o que ele vai consumir.” (Daian Lana, 1º ano).

“Os palestrantes conseguiram passar um pouco pra gente o que está acontecendo sobre as políticas de comunicação, como a comunicação esta sendo vista nos governos, governo lula, e no governo Dilma. Isso dá uma base pra gente conhecer melhor o nosso mercado” (Eduardo Godoy, 2º ano).

“O assunto que eles trazem a tona é bastante importante, porque tem a ver com a democratização dos meios de comunicação no Brasil, que é um tema complicado. Tem sempre algumas redes que dominam a comunicação, e algumas famílias, como eles mesmos colocaram ali, as onze famílias têm o oligopólio da informação no Brasil. Eu acho que é fundamental que se debata essa questão, porque a concentração dos meios informativos na mão de poucos, e geralmente é a elite brasileira que comanda isso. Não se abre espaço para a população, para a democratização dos meios, então vejo que esses debates é muito pertinente, principalmente pra esses alunos que são os que futuramente estarão no mercado.” (Professor Carlos Alberto de Souza).

“Nós que ficamos muito tempo na universidade, não temos noção de como está o mercado, do que precisa para se consolidar nele. Acredito que essas palestras, esse contato com profissionais que já se formaram há pouco ou muito tempo é válido para  termos esse contato com o mercado jornalístico.” Juliana Spinardi, 3º ano.“Os palestrantes foram otimistas na medida em que eles relataram que pode se esperar mudanças no sistema de comunicação no prazo de uma década. E falaram também que há espaço para que se possa atuar numa comunicação majoritária. Isso vai na linha inversa do que vemos em sala de aula, às vezes o pessimismo dos professores e de textos também.  Então, nesse sentido, há de se esperar boas coisas da comunicação e dá pra se ter a certeza de que será possível atuar em meios que não reproduzam conteúdos monopolísticos que vemos hoje.” (Kevin Willian, 3º ano).

“É importante também debater políticas como nos debatemos hoje, como políticas de comunicação, porque nos estamos nessa área e precisa saber toda a regulamentação. Na verdade, a maior parte da semana, pelo menos até hoje, foi mais estratégias, instrumentos e técnicas para se construir os métodos jornalísticos. E eu vejo que a diversidade que fizeram na semana é algo importante, porque isso acaba ampliando os horizontes, no sentido de que começa a compreender mais da estrutura do jornalismo e da comunicação. Na verdade, o tema da semana foi mais comunicação que jornalismo especificamente. E convém a todos os estudantes, desde o primeiro ano, saber dessas regulamentações, regras e normas.” (Gildo Antonio, 2º ano).

“Eu gostei da palestra hoje, porque eles falaram mais da transmissão do radio e televisão no Brasil. Ele falou sobre como funcionam as emissoras, contou até a história da vida dele, que no dia do trote, na universidade, que o dinheiro que eles acumularam eles usaram pra comprar um transmissor de rádio. Acho isso um bom exemplo para a as pessoas que vão fazer trote no ano que vem.” (Jane Aransiola, 1º ano).

Palestrantes defendem a democratização da informação


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  • “Deveria haver equilíbrio entre os meios privados, públicos e estatais. Mas o que existe é a desproporção gigantesca, que pende para o sistema privado” (Douglas Moreira)
  • “As definições de uma legislação específica não são feitas porque quem faz as leis, têm relações estreitas com concessões” (Douglas Moreira)
  • “Nós estamos falando de Direito, Educação, Cultura, Economia e Democracia. A comunicação está relacionada a todo esse universo” (Douglas Moreira)
  • “Precisamos construir um Conselho Nacional de Comunicação e, assim, obter a ampla participação da sociedade civil” (Douglas Moreira)
  • “O que pedimos é a regulação do espaço em defesa da maioria dos cidadãos e também a democratização da informação” (Mário Messagi Júnior)
  • “O Estado tem o dever de informar. A informação é pública” (Mário Messagi Júnior)
  • “Tem certas leis que são feitas para você não conseguir usar” (Mário Messagi Júnior)
  • “Os acessos ao site Youtube mostram que as pessoas não estão preocupadas apenas com a qualidade do som e da imagem” (Mário Messagi Júnior)
  • “Não há como parar o processo desencadeado pelas novas tecnologias” (Mário Messagi Júnior)

 

Palestrantes defendem a democratização da informação

abraco2-25-09-11Durante o evento realizado em Ponta Grossa, diretores de rádios comunitárias falaram sobre o desafio de fazer radiodifusão comunitária. Segundo os diretores, a legislação traz barreiras econômicas e técnicas para o bom funcionamento das emissoras.