Associação voltada à luta pelos direitos LGBT é um dos titulares que tomam posse no mês de outubro

Marcia Rodrigues é a atual coordenadora do Flor de Lis e durante debates, representa a Associação. (Foto: Disponibilizada pela coordenadora)

O Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Estado do Paraná (Coped) elegeu, no início deste mês, 16 entidades da sociedade civil para compor a gestão 2017-2019. Desse total, oito passam a atuar como titulares e o restante fica na condição de suplente. Entre as entidades titulares, está a Associação Flor de Lis LGBT. A cerimônia de posse da nova gestão do Coped acontece em outubro, em data que ainda será definida.

 

Para membros da Flor de Lis, a conquista da vaga de titular é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela associação. "Isso facilitará levar as demandas do interior do estado, que são diferentes da Capital, para serem cobradas políticas públicas específicas para LGBTs. Também será um canal de denúncia de violações de direitos humanos e fiscalização nos Campos Gerais", ressaltam. Segundo a Associação Flor de Lis LGBT, representantes LGBT dos Campos Gerais nunca haviam sido eleitos para o Conselho.

A coordenadora do Flor de lis, Marcia Rodrigues, analisa que o principal causa a ser defendida junto ao Conselho é o combate à LGBTFOBIA e ao machismo. "Porque o preconceito nos deixa sem nossos direitos básicos e para termos representatividade temos que quebrar a ideia que a sociedade tem de que LGBT é marginal para, dessa forma, podermos ocupar nossos espaços", complementa.

Rodrigues ainda reforça que a comunidade LGBT não é participativa. "Apenas vemos LGBTs unidos nas paradas que acontecem pelo Brasil. Seria muito importante os LGBTS participarem de Grupos como ONGs, seminários, etc". A associação Flor de Lis LGBT realiza palestras de sensibilização e informação, contando com parcerias para desenvolver suas ações. "Ultimamente, trabalhamos com as comissões da OAB, que seria a Comissão da Diversidade Sexual e Gênero e Comissão da Mulher e observamos que é baixa a participação dos LGBTs".

Comissões da Ordem dos Advogados do Brasil são os principais parceiros da Associação para a realização de palestras de conscientização. (Foto: Disponibilizada pela coordenadora)

Outro ponto mencionado pela coordenadora é a interiorização da homofobia que, segundo ela, é muito comum entre LGBTs. "Eu digo que quando nos escondemos no armário nos tornamos infelizes, deixamos de viver a vida e se não vivermos nossa vida quem vai viver por nós? A sociedade impõe o padrão da heteronormatividade. Mas existe a diversidade que vai além desses padrões que ela impõe", finaliza dizendo ainda que todos têm direito de ser feliz.

COPED

O Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Estado do Paraná (Coped), foi instituído pela Lei 11.070 de 16 de março de 1995. O órgão integra a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju). Com caráter permanente, autônomo e deliberativo, ele conta com representantes do Governo do Estado e de organizações que tratam da defesa dos direitos humanos.

A principal função do Conselho é a formulação e a fiscalização das políticas públicas de proteção dos direitos humanos e da cidadania. O órgão deve ainda encaminhar às autoridades as denúncias, estudando-as a fim de propor soluções para os problemas gerais em defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana.

Um dessas ações foi realizada no último mês de agosto, quando o Coped manifestou-se contra todas as violências de gênero. Na ocasião, a Lei Maria da Penha completava 10 anos. Veja, no link abaixo, o texto divulgado pelo órgão.

MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO PERMANENTE DE DIREITOS HUMANOS – COPED SOBRE OS 10 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA

Conheça as entidades eleitas para integrar o Coped:

TITULARES:
Associação de Reflexão e Ação Social; Associação Flor de Liz LGBT; Movimento Nacional de Direitos Humanos; Trilhas do Afeto; Dom da Terra Afro LGBT; Movimento Nacional da População de Rua; Parafuso Educomunicação; e Grupo Dignidade.

SUPLENTES:
Conselho Regional de Serviço Social; Sindicato dos Assistentes Sociais do Paraná; Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná; Conselho Regional de Psicologia do Paraná; Serviço Franciscano de Solidariedade; Instituto Nacional de Direitos Humanos da População de Rua; Transgrupo Marcela Prado; e Sindicato dos Psicólogos do Estado do Paraná.

 

 

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