O descaso das políticas públicas da cidade com as comunidades periféricas é de impressionar em Ponta Grossa. Prova disso é a falta de apoio às comunidades periféricas, que se propaga por diversas gestões. A falta de empenho em oferecer serviços básicos, como água encanada, compromete um direito de todo e qualquer cidadão que paga impostos.

 

É o caso dos moradores do Povoado Tabuleiro, em Guaragi, que mesmo contribuindo seguem sem abastecimento de água. Do mesmo modo, saneamento básico, serviço fundamental para a qualidade de vida, também não é oferecido a alguns moradores da Vila Franceslina, na periferia da cidade.

Fruto de uma política elitista e preconceituosa, Ponta Grossa sofre atualmente uma crise no sistema de saúde. De acordo com o próprio secretário de Saúde, Edson Alves: “o sistema de saúde de Ponta Grossa apenas atende 40% da população urbana”. Afasta-se a população cada vez mais das unidades básicas de saúde, as excluindo em localidades remotas e sem visibilidade. Além disso, não há esforço em incluir na pauta do município aqueles que escolheram viver “isolados” para preservar sua tradição e cultura, como é o caso das comunidades quilombolas.

O fato é que os gestores públicos reconhecem o problema, porém, parece que há um esforço em maquiá-lo, oferecendo à população uma alternativa provisória, como é o caso da entrega da Kombi aos moradores da Colônia Sutil. Com a terceirização de serviços de gestão pública, como os de saúde, a engrenagem do Estado trava e quem paga o preço é o povo da periferia.

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