A Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes diz, em seu artigo 3º, que “as pessoas deficientes qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadão da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar uma vida decente, tão normal e plena quanto possível". Incluímos aí a prática esportiva, imprescindível para a saúde física e mental de qualquer indivíduo.

 

Historicamente, o esporte para as pessoas com deficiência teve início com o fim da 2ª Guerra Mundial e o grande número de combatentes mutilados. Assim, a prática esportiva foi inserida no cotidiano dos veteranos de guerra como parte de uma reabilitação médica e social. A iniciativa foi o primeiro passo para a criação dos Jogos Paralímpicos.

No Brasil, essas modalidades adaptadas tiveram início com o Clube do Otimismo no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida, em parceria com Aldo Miccolis, após presenciarem, numa viagem ao exterior, pessoas jogando em cadeiras de rodas.
 
Em Ponta Grossa, a Associação Pontagrossense de Emancipação para Decifientes (Apedef) trabalha o esporte na recuperação e cotidiano das pessoas com deficiência. Ao todo, nove modalidades são oferecidas aos usuários. Mas uma coisa é clara e pode ser resumida em duas palavras: pouco investimento.
 
A associação sobrevive com verba do governo federal, que ajuda nas despesas do espaço físico ocupado para o funcionamento da entidade. As cadeiras manejadas para cada indivíduo e outros aparatos para a prática de esporte ficam por conta dos associados. Investimento alto, uma vez que, uma cadeira adaptada custa cerca de R$ 3 mil.

Atualmente, existem 20 modalidades destinadas a pessoas com deficiência. O comprometimento físico também é avaliado para melhor enquadrar o indivíduo na modalidade. Em Ponta Grossa, o time de basquete da Apedef, os Tubarões, colecionam títulos – consequentemente, tem patrocínio. Já as demais modalidades sobrevivem com técnicos voluntários e parcerias.

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