A bancada evangélica pontagrossensse tem aumentado a participação popular nas sessões da câmara municipal, infelizmente por conta de suas propostas polêmicas. As tentativas subsequentes de bloquear os debates sobre os direitos e as liberdades individuais dos cidadãos são um indício de “para quem” e “por quem” boa parte dos vereadores dessa cidade legislam.

Essa concepção particular de mundo que leva esses projetos a cabo não só evidencia a “dificuldade” dos políticos em aceitar as diferenças e conviver com elas, mais do que isso, é danoso para a sociedade, que perde a oportunidade de eliminar ou, pelo menos, debater os próprios preconceitos.

Se a escola é a primeira socialização do indivíduo, como este aprenderá a respeitar diferenças com um plano de educação que não contempla cidadania e direitos LGBT?

Uma das funções dos nossos representantes, escolhidos democraticamente, é fazer deste mundo – se é que existe outro – um lugar melhor para se viver, e isso não se faz apenas com mais segurança perto das igrejas.

O mundo não é habitado apenas por cristãos ou fiéis religiosos. E este mundo, ou, esta cidade, certamente não serão lugares melhores para se viver se ainda houver preconceitos ou privilégios para certos grupos.


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