A Apam é uma associação de proteção a meninas vítimas de maus tratos e agressões. Seus pais ou responsáveis geralmente são acusados de negligência, dependência de drogas e violência. Porém, mesmo a instituição sendo uma ideia de refúgio para essas garotas, o que elas querem de verdade é voltar a viver em família.

 

Meninas em situação de vulnerabilidade social encontram abrigo e oportunidades na Apam

 

Atividades diversificadas colaboram para o desenvolvimento das meninas da Apam

 

Marcas de uma infância

 


Muitas têm consciência da sua condição e sabem que o melhor para a sua vida não é voltar para onde vieram, mas ainda sonham que aquela sua antiga casa vire um lar – ou que consigam achar outro. Porém, como a instituição recebe meninas que tenham a partir de 4 anos, a prática mais comum é que as garotas que não podem visitar seus pais e responsáveis nos fins de semana passem esses dias com uma família que esteja disposta a esse encontro. Isso se torna um problema a partir do momento em que as meninas são “adotadas” somente por 2 dias na semana, já que muitas acreditam que essa prática pode levá-las a entrar de fato em uma casa.


A maioria das famílias que adota que uma criança prefere as mais jovens. Segundo o site do Senado, 77% das crianças abrigadas têm mais de 10 anos, e 92,7% dos candidatos a pais desejam uma idade entre zero e 5 anos. Mas apenas 8,8% das crianças e adolescentes aptos à adoção têm essa idade de acordo com o Consleho Nacional de Justiça.


A Apam dá todo o suporte necessário para as meninas que vivem lá. Mas, como afirma a pŕopria irmã Cleci, que trabalha na instituição, o abrigo não substitui um verdadeiro lar em família.