Em 2012 o Próciclovias (grupo de ciclistas que lutam por ciclovias na cidade), fez um projeto junto ao Iplan (Instituto de Planejamento Urbano de Ponta Grossa), mapeando as regiões da cidade onde seria possível a construção de ciclovias e interligação com os terminais de transporte coletivo. Três anos após, pouca coisa mudou.

 

Em 2015 os representantes do Próciclovias foram chamados para discutir alterações no plano diretor especificamente no quesito mobilidade urbana por bicicleta.

Em setembro de 2015 a prefeitura anunciou a construção de duas ciclovias, uma saindo do terminal central rumo a Olarias e outra do chafariz até a Brf Foods, o valor total da obra é de aproximadamente R$ 1,1 milhão e 6 km no total. Com as existentes somariam pouco mais de 20 km.

É fácil entender por que houve a parceria prefeitura e ciclistas em 2012, foi o ano que entrou em vigor a lei 12587, a Política Nacional de Mobilidade, que deu três anos para que as prefeituras apresentassem projetos de mobilidade sustentável ou não receberiam mais recursos federais.

Em três anos de projetos, os resultados práticos na construção das vias foram inexistentes. O recurso para a construção dessas novas vias recentemente anunciadas viriam do Paranacidade, mas segundo o Iplan ainda não existe previsão de liberação dos recursos e muito menos início das obras.

A impressão é que a prefeitura vai apresentando e refazendo projetos para empurrar a execução para um futuro distante, ignorando as necessidades de formas alternativa de locomoção.

Leia a reportagem: Construção de novas ciclovias avançam vagarosamente na cidade de Ponta Grossa