A Associação dos Recicladores Rei do Pet (Arrep) possui 18 catadores de material reciclável que trabalham diariamente das oito e meia da manhã às cinco da tarde para garantir seu sustento. Os catadores decidiram se associar com o intuito de conseguir um trabalho mais próximo de um formal, no entanto, enfrentam dificuldades como a baixa renda e a falta de apoio da prefeitura.


A Associação foi criada em 2010 e em seu início possuía apoio da prefeitura com cesta básica, no entanto, a situação mudou em 2013, quando o benefício foi cortado. Atualmente, os trabalhadores contam que recebem normalmente 400 reais por mês, menos da metade de um salário mínimo, porém no último mês receberam apenas 260 reais.

Além do salário baixo, não possui benefício em transporte público com isenção da taxa ou vale-transporte, tendo que caminhar até o barracão todos os dias. Alguns chegam a caminhadas de uma hora e meia, duas vezes ao dia.

O que era uma alternativa para diminuir o peso do carregamento diário e das longas caminhadas recolhendo lixo nas ruas já não compensa para os catadores, que contam que recebiam mais trabalhando na rua.

Mesmo com o projeto Feira Verde trazendo até a Associação o material, os trabalhadores ainda precisam carregar sacos de até 30kg. Sem o auxílio da prefeitura a um trabalho que não possui reconhecimento, a diminuição dos catadores na cidade teria um impacto significativo na destinação do lixo, que já é um problema sendo discutido em Assembléia geral.

A prefeitura, no entanto, conta que não possui nenhum projeto de auxílio aos catadores com medo de ferir a autonomia dos trabalhadores, no entanto, a autonomia não confere a eles salário digno ou melhorias na profissão. Ainda a assistente social da prefeitura diz que planeja reunir todas as Associações em uma única cooperativa, mas qual será o benefício de uma nova cooperativa, quando os catadores acreditam que era melhor trabalhar na rua?