Em Ponta Grossa, a Comunidade Terapêutica Marcos Fernandes Pinheiro, localizada no conjunto habitacional Lagoa Dourada, atua com o intuito de recuperar jovens meninos, entre 12 e 17 anos, que por algum motivo estão dependentes de substâncias psicoativas. No entanto, o apoio, tanto governamental quanto da sociedade civil, não é satisfatório para manter centros como este.

 

Há, no Paraná, um Fundo Estadual da Infância e Juventude (FIA/PR) que tem por objetivo apoiar financeiramente projetos que visam garantir os direitos das crianças e adolescentes. No entanto, o amparo governamental não é suficiente para manter estes centros, já que a própria Comunidade Terapêutica passou por um corte de verbas no primeiro semestre. A partir de então o local passou por momentos delicados, com possibilidade de fechamento.


Foi necessário uma intervenção judicial para determinar a permanência da entidade, já que existe certa resistência do governo na regularização destes locais. O atraso do repasso de verbas é o maior problema da comunidade, que precisa procurar parcerias na área alimentícia e educacional.


Não só o governo, como também a sociedade está alheia a situação dessas entidades de recuperação. Ainda existe muito preconceito contra a parcela da população que sofre de dependência química. Isso ocorre, principalmente pela maior parte dos internos na Comunidade Terapêutica Marcos Fernandes Pinheiro vir de um setor mais carente, que possui poucas oportunidades.


A resolução do problema não se daria apenas por uma ajuda apenas do governo, mas também da sociedade, que deve se desfazer desse pré-conceito e também com o comodismo pela situação atual.

Leia a reportagem: Mais de 100 adolescentes são internados todos os anos, por dependência química, em Ponta Grossa