Durante oito anos, o Fórum das Águas tem alertado as empresas que coletam resíduo sólido em Ponta Grossa para não construir seus lixões em lugares que prejudiquem o solo, a água e o ar. A luta contínua desta entidade visa preservar o meio ambiente e vai contra àqueles que tem seu interesse apenas no lucro.


Em 2015 o Fórum das Águas conseguiu uma vitória notável. Diante de tantas batalhas enfrentadas para que o aterro Eco-Ambiental não fosse construído em lugar indevido, a justiça consentiu uma liminar a favor do grupo, evitando que as obras avançassem.

No entanto, é impossível pensar que a luta acabou. Outra questão discutida ao longo do ano passado e que se estendeu para 2016 é o aterro Botuquara, que irá abrir uma quinta célula com vida útil de dois anos. Porém, de novo, o aterro se localiza em lugar inadequado, o que pode contaminar o Aquífero Furnas. O aterro está sobre a área de recarga do aquífero.

A Prefeitura de Ponta Grossa agora está com uma ideia grandiosa, porém equivocada. A ideia é construir uma usina do lixo, ou seja, queimar os resíduos sólidos ao invés de enterrá-los. Todavia, o Fórum das Águas já alertou para o perigo desta tecnologia. Outros países desativaram usinas do lixo por causarem problemas ambientais.  Enquanto o globo foge do perigo, Ponta Grossa, uma cidade do interior do Paraná, abraça a ideia como se só houvesse essa alternativa para solucionar o despejo do lixo.

A discussão ambiental da cidade parece uma guerra entre um pequenino e vários gigantes. O pequenino luta para preservar água e flora, enquanto os gigantes se preocupam em lucrar em negociatas sobre terras ponta-grossenses. Infelizmente, esta guerra atinge diretamente o meio ambiente, o maior prejudicado da história e consequentemente os habitantes da cidade.

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