A Apam é uma associação de proteção a meninas vítimas de maus tratos e agressões. Seus pais ou responsáveis geralmente são acusados de negligência, dependência de drogas e violência. Porém, mesmo a instituição sendo uma ideia de refúgio para essas garotas, o que elas querem de verdade é voltar a viver em família.

Para diminuir os problemas estruturais dentro das comunidades as associações de moradores buscam obter parcerias com grupos voltados ao esporte, como é o caso do Parque Tarobá e o Grupo Munzenza Capoeira de Ponta Grossa. Há cinco anos aulas de capoeira são ministradas pelo Diretor de Esporte da Associação com a ajuda de um mestre em capoeira, as classes, que já atingiram a frequência de 110 alunos em um de seus períodos, são voltadas a um objetivo muito forte dentro de seus ensinamentos: a responsabilidade.

Essa falta de estrutura em escolas e espaços para a recreação é uma forte tendência para a inserção no mundo das drogas e o mau comportamento, isso acaba afetando o desenvolvimento psicoemocional da criança e do adolescente. O índice de criminalidade em bairros muito afastados dos centros das grandes cidades tem crescido consideravelmente de uns anos pra cá, em 2014 um relatório do Índice de Progresso Social mostrou que de 132 países, o Brasil é o 11º mais inseguro do mundo.

A prática de esportes surge como uma alternativa não só de ajudar em um bom desempenho à saúde, como também no caráter do praticante. Um dos alunos mais antigos do projeto, que entrou depois de muitas brigas e fugas de casa, acaba por comprovar essa teoria. Depois que passou a assistir as aulas se distancia cada vez mais dos vícios e também sente uma considerável mudança de comportamento, sonhando até em ser professor um dia.

Assegurar a liberdade, o respeito e a dignidade é fundamental e é garantido pelo Estatuto do Idoso desde 2003. Outras garantias são direitos civis e políticos das pessoas com mais de 60 anos de idade. Mesmo 12 anos depois da criação do Estatuto, ele ainda sofre para ser cumprido em sua totalidade, tanto pela sociedade, quanto pelos órgãos públicos.

Na cidade, os agentes de trânsito estão sofrendo com a sobrecarga de trabalho. Para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), os 16 efetivos seriam destinados a trabalhar o dobro do que trabalham para cobrir todo o Estacionamento Regulamentado (ESTAR) se todas as quadras fossem fiscalizadas, além da situação de más qualidades de materiais de trabalho e estrutura na AMTT.

O abandono de cavalos na cidade preocupa a população e protetores dos animais. No mês de julho um motociclista e animal morreram em acidente na área urbana de Ponta Grossa.

No mundo todo, projetos sociais funcionam como tentativa de escape a problemas de maior abrangência. No Parque Tarobá, vila do bairro Uvaranas, uma iniciativa esportiva veio com a intenção de incentivar a participação de crianças e jovens, e ao mesmo tempo, afastá-las do envolvimento com drogas.


A bancada evangélica pontagrossensse tem aumentado a participação popular nas sessões da câmara municipal, infelizmente por conta de suas propostas polêmicas. As tentativas subsequentes de bloquear os debates sobre os direitos e as liberdades individuais dos cidadãos são um indício de “para quem” e “por quem” boa parte dos vereadores dessa cidade legislam.

Essa concepção particular de mundo que leva esses projetos a cabo não só evidencia a “dificuldade” dos políticos em aceitar as diferenças e conviver com elas, mais do que isso, é danoso para a sociedade, que perde a oportunidade de eliminar ou, pelo menos, debater os próprios preconceitos.

Se a escola é a primeira socialização do indivíduo, como este aprenderá a respeitar diferenças com um plano de educação que não contempla cidadania e direitos LGBT?

Uma das funções dos nossos representantes, escolhidos democraticamente, é fazer deste mundo – se é que existe outro – um lugar melhor para se viver, e isso não se faz apenas com mais segurança perto das igrejas.

O mundo não é habitado apenas por cristãos ou fiéis religiosos. E este mundo, ou, esta cidade, certamente não serão lugares melhores para se viver se ainda houver preconceitos ou privilégios para certos grupos.


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Embora existam leis que garantem o direito de ir e vir das pessoas com mobilidade reduzida, o que se percebe é a dificuldade, ou até mesmo a falta de seu cumprimento. Em Ponta Grossa algumas situações evidenciam este problema: a entrada de um muletante pela porta lateral do banco não é permitida sem a autorização do gerente, sendo que sua entrada pela porta giratória é inviável. A rampa para as cadeiras de rodas nas calçadas, muitas vezes são estão péssimas condição e dão acesso à pavimentos estreitos e, também, mal conservados.

É preciso entender que o deficiente motor não é somente o cadeirante. Muletantes e alguns andantes também tem mobilidade reduzida. Considerando isso, eles não deveriam ter os mesmos direitos?

O Art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil prevê que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Ainda nesse sentido de igualdade, temos o Decreto Nº 5296, o qual pressupõe no inciso I, do Art. 8º que a acessibilidade é a “condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida”.

Se o Decreto entende que as pessoas com mobilidade reduzida têm os mesmos direitos que os cadeirantes, resta a dúvida do porque esse direito ainda é ignorado!

A associação como entidade institucionalizada ainda é um problema no bairro Neves. Líderes comunitários atuam através da igreja do bairro ou até foram eleitos, mas não agem através da associação.

Das decepções que milhares de pessoas sofreram ao longo da história da humanidade, a de Paulo Freire com a escola brasileira provavelmente está entre as mais arrasadoras. E esse sentimento que o patrono da educação no Brasil não conseguiu evitar é compartilhado por milhares de estudantes LGBTs que não conseguiram sobreviver à escola.