altO Dia Mundial dos Animais de Laboratório, 25 de abril, recolocou a polêmica sobre o uso de cobaias em cursos universitários. A questão divide pesquisadores, professores e alunos por todo o Brasil.

 

alt“Os estabelecimentos precisam ajudar”, afirma fiscal de limpeza

Presidente do Siemaco acredita que quatro coletores seria o ideal


Com o grande movimento dos bares e casas noturnas ao redor do campus central da Universidade no fim de semana, o trabalho das varredeiras e dos coletores de lixo praticamente dobra na segunda-feira. O sindicato da categoria afirma que são necessários mais funcionários.

Lixo acumulado se torna risco à saúde de profissionais da limpeza

Ponta Grossa tem aumento na quantia de lixo por habitante

Veja reportagem em vídeo

Editorial - Faz parte da boa educação


Muitas pessoas consideram a segunda-feira o pior dia da semana. As duas varredeiras que fazem a limpeza dos arredores do campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) têm um bom motivo para detestar o início da semana: o acúmulo de lixo nas ruas e calçadas é excessivo, quando comparado aos outros dias. O motivo é o movimento nos bares da região no fim de semana. Mesmo com um aumento significativo no trabalho, não existe qualquer reforço no quadro de funcionários.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), Maria Donizete Teixeira Alves, para dar conta da limpeza após o fim de semana, seriam necessários mais funcionários, entre varredeiras e coletores. A presidente destaca ainda o risco à saúde de quem trabalha limpando as vias públicas. Dores devido o excesso de peso carregado e cortes feitos por garrafas de vidro são os casos mais comuns.

Fátima de França Martinelli, fiscal responsável pelas varredeiras que trabalham ao redor da UEPG, conta que existem bares que já se conscientizaram e auxiliam no serviço das funcionárias, colocando latões para juntar o lixo. Entretanto a fiscal ressalta que os estabelecimentos deveriam deixar o lixo ensacado, pronto para ser recolhido pelo caminhão, pois não é função das varredeiras limpar a frente dos bares.

A Ponta Grossa Ambiental (PGA), empresa responsável pela coleta do lixo em Ponta Grossa, representada pelo diretor Marcius Borsato, afirma que existem planos para um aumento no quadro de funcionários. Borsato diz que a quantidade de lixo produzido na cidade cresceu 50% nos últimos cinco anos.

O sistema de esgotos existe para afastar a possibilidade de contato dos dejetos com a população, águas e alimentos. O tratamento de esgoto faz parte do saneamento básico. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o saneamento básico é responsável por controlar os fatores físicos que exercem efeitos nocivos ao homem, prejudicando seu bem-estar físico, mental e social.

Em muitos locais, as pessoas ainda mantêm fossas sépticas para resolver o problema de saneamento em seus terrenos. O seu uso é essencial para a melhoria das condições de higiene da população. Porém mesmo essas devem passar por limpeza periódica para que não transbordem e tenham sua eficiência comprometida.

A Presidente da Associação de Moradores do Jardim Esplanada, Silvana Aparecida Pereira Leite, afirma que no Jardim Esplanada não é possível manter fossas: “Aqui os terrenos são muito úmidos e as fossas trasbordam. O encanamento de esgoto aqui na região é essencial para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população”.

A moradora Roseli Campos afirma que já tentou fazer uma fossa séptica no fundo de seu quintal: “eu até tentei, mas pela umidade não deu certo. Meu marido acabou tendo que instalar um cano e jogar toda a sujeira direto na rua mesmo”.

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O saneamento básico é um conjunto de serviços essenciais para a vida das pessoas na cidade. Inclui o abastecimento de água potável, tratamento de esgoto, e alguns também incluem o recolhimento de lixo nessa categoria.

É insustentável pensar que a falta de saneamento possa ser considerada como algo normal e até mesmo comum. No Brasil, a carência desses serviços básicos é a demonstração clara da falta de planejamento que ocorre nas cidades.

O sistema de esgotos, que existe para afastar a possibilidade de contato dos dejetos com a população, águas e alimentos, é um privilégio que não chega à boa parte da população. Pela falta de estrutura, muitos moradores se vêem obrigados a seguirem práticas rudimentares e inadequadas para o destino de dejetos. Isso traz inúmeras conseqüências para a sociedade, principalmente em relação à saúde pública. Há pessoas tendo a sua saúde destruída, mas nada é feito, pois mais uma vez os políticos fecham os olhos para a situação.

Os governantes geralmente não valorizam esses serviços como deveriam. Talvez porque eles não sejam percebidos visualmente, e porque a maioria deles prefira obras de impacto ‘eleitoreiro’. Não é preciso ir muito longe para perceber o descaso. Em Ponta Grossa, há vários bairros com problemas sérios que afetam diretamente a população, a falta de esgotamento sanitário é um dos principais.

Fica evidente que o saneamento básico, que deveria ser considerado pelo governo como obra de extrema importância, serve muito bem para atender a disputas políticas, já que apenas em épocas eleitorais é lembrado e citado. A regra é: prometer mundos e fundos para somar votos, enquanto a população fica com seus direitos básicos subtraídos.

Leia a reportagem:
Sem saneamento básico, esgoto corre a céu aberto no Jardim Esplanada

 

Um grande exemplo de trabalho comunitário em Ponta Grossa é a Farmácia da Partilha. Atualmente a farmácia, que vive das doações da população, já atende mais de 1300 pessoas. Pode ser um número pequeno, quando relacionado com os mais de 300 mil habitantes do município, porém demonstra que a partir do momento em que a comunidade se propõe a trabalhar pelo próximo, tudo dá certo e é reconhecido em pouco tempo.

Discussões sobre riscos à saúde do trabalhador causados pelo exercício de atividades insalubres têm tomado proporções preocupantes. De um lado, o Sindicato dos Metalúrgicos defende o término do pagamento da insalubridade, ou seja, da remuneração extra aos trabalhadores que correm riscos de acidente e problemas de saúde devido à profissão. Posição defendida não com o intuito de prejudicar os trabalhadores financeiramente, mas de acabar com os ambientes de risco.

 

Ao contatar a prefeitura, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, a reportagem do Portal Comunitário se deparou com a desinformação quanto à existência desse espaço para a construção do campinho de futebol.