A educação é a base de tudo. A frase já é batida, entretanto, não parece ser consenso entre os governantes. Os professores e funcionários da rede pública de ensino de todo o estado do Paraná travam uma luta praticamente diária por melhorias na qualidade de ensino e por reconhecimento do seu trabalho, através de um salário à altura da importância desses profissionais à sociedade.   

A reivindicação levada em forma de protesto aos governantes do Estado parece ter surtido efeito. Mas, para que houvesse resposta das autoridades, a caminhada foi longa e cansativa, e por pouco não causou uma greve.

Todo esse processo desgasta os professores e prejudica ainda mais o ensino, que já não é dos melhores. Até as fatídicas aprovações, foram cerca de cinco anos de negociação com o Governo. E mesmo com as aprovações feitas, a educação pública continua atrasada e problemática. A estrutura que em se encontra a educação não acompanha o dito crescimento do país.

Falta aos responsáveis pela educação pública um olhar mais sensível e aprofundado da situação. É inconcebível que todas as melhorias que a educação consegue partam apenas dos educadores.

As pautas levadas aos poderes Legislativo e Executivo não tratam apenas de questões salariais e carga horária. São, essencialmente, um clamor por respeito, o qual deveria partir primeiramente da sociedade.

Mas essa questão deve ser encarada com cuidado, para que não apontem o comportamento da população como principal culpado, pois o quadro está bem distante de nós e mais próximo do governo estadual e federal.

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A Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes diz, em seu artigo 3º, que “as pessoas deficientes qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadão da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar uma vida decente, tão normal e plena quanto possível". Incluímos aí a prática esportiva, imprescindível para a saúde física e mental de qualquer indivíduo.

Conversas, encontros, brincadeiras, atividades físicas... Sempre que pensamos o que acontece em uma praça, as primeiras coisas que vêm à mente são essas. Entretanto, em Ponta Grossa, especificamente no bairro Boa Vista, o que se vê é o oposto. É recorrente o abandono desses espaços de socialização, as praças se tornam pontos de consumo de drogas, depósito de lixo e perigo para os moradores da região.


Esse processo de abandono engloba todos os níveis da nossa sociedade. Obviamente, a culpa é creditada primeiro aos governos, já que, por lei, eles são obrigados a fornecer instrumentos para a segurança, saúde e recreação da população. É responsabilidade do poder público, desde a instância municipal até a federal, cuidar destes pontos, já que a preservação de uma praça vai desde a vigilância por parte da guarda municipal, até recursos estaduais e federais para reformas e melhorias no espaço.


Mas, além do poder público, é importantíssimo que a população também colabore. Durante o processo de construção da reportagem sobre o assunto, a equipe do Portal Comunitário ouviu muitas vozes apontando que é comum pessoas depositarem lixo doméstico nas praças, além de cometerem vandalismo nos já escassos equipamentos de lazer presentes nesses lugares.


É evidente que temos outros sérios problemas necessitando de soluções no nosso, ainda desigual, Brasil. Mas é necessário abrir os olhos para a situação desses espaços de convivência. As praças são costumeiramente confundidas como locais de 'vadiagem', pois muitas pessoas não percebem que esses lugares são importantes para a socialização, algo cada vez mais raro hoje em dia, quando as pessoas só se sentem seguras e confortáveis dentro de suas casas gradeadas. Além da socialização, com as academias ao ar livre, o sedentarismo tende a diminuir, algo essencial, visto que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, metade dos brasileiros não praticam atividade física.

Leia a reportagem: Manutenção e insegurança impedem o uso da praça da Vila Izabel

O Núcleo Rio Verde ainda possui mercados, salões de beleza, igrejas e espaços que permitem a socialização entre os moradores. Mas esses moradores não deveriam se restringir à socialização em locais particulares.

Das duas praças do bairro, uma está em estado de total abandono. A grama não é cortada, não há opção de lazer para famílias e muito menos para as crianças. A outra praça, que ocupa o espaço de praticamente uma quadra inteira, está em ótimas condições de uso, mas sem garantia de segurança.

O Núcleo possui calçada para caminhada, pista de patins e academia ao ar livre para os moradores, mas não permite que esses utilizem de tal área porque não é seguro.

Ainda não há previsão para a construção do Centro de Convivência do Rio Verde, porém já foi demolido o espaço que funcionava como sede da Associação de Moradores.

Os moradores são otimistas quanto ao futuro espaço de socialização. O que se torna questionável diante da situação atual do bairro é a garantia de funcionamento do Centro de Convivência.

Não basta que a Prefeitura construa sede da Associação, novas pistas de caminhada e um centro recreativo com a finalidade de servir aos moradores se não podem usufruir do espaço.  Segurança é serviço público.

Não cabe aos moradores deixar de frequentar os locais destinados a eles por falta de segurança. Cabe à Prefeitura investir, de fato, num espaço que consiga cumprir o seu papel.

Leia a reportagem 

Após demolição da sede da associação, moradores do Rio Verde aguardam construção da nova casa

Oito anos. Essa é a idade do Jardim Jacarandá, núcleo habitacional localizado no bairro Boa Vista. O conjunto abriga cerca de 150 famílias, que reivindicam melhorias no transporte público.

As melhorias para a sociedade não são conquistadas só nas Câmaras de Vereadores, nas eleições para representantes em Conselhos e fundações municipais. É preciso mais: a participação e o envolvimento das pessoas nas causas pelas quais lutam é mais importante que garantir uma cadeira nas instâncias da politica local.

 O segmento bancário foi o que mais registrou doenças ocupacionais no Brasil nas últimas décadas, segundo dados do Ministério da Previdência Social, através da Comunicação de Acidente de Trabalho. Por ano, são registrados em média 2.600 casos de adoecimento de trabalhadores bancários no Brasil, onde a possível causa da doença está relacionada à atividade profissional. Isso é gravíssimo. E não é de hoje.

Os contornos são vias alternativas construídas nos arredores da cidade. Sua função é desviar o tráfego pesado do centro e interligar as rodovias que cortam o município.

 A negociação entre os sindicatos (de empregados e empregadores) se arrastou por três meses. Proposta daqui, rejeita dali, paralisa acolá. Um vai e vem de propostas oriundas de ambos os lados. Resultado? Nenhum! Isso mesmo, nenhum. Os representantes dos trabalhadores parecem não possuir tanta força nas negociações.

O problema de saúde em Ponta Grossa se alonga, sem solução, há vários mandatos. Na gestão anterior, o que se viu foi a construção de ginásios, postos de saúde, restaurantes populares, hospital, biblioteca, entre outros complexos arquitetônicos.

Construções que muitas vezes foram inauguradas antes de estarem prontas ou com problemas estruturais, como é o caso das saídas de emergência do Conservatório Municipal, que não levam a lugar algum.

Mesmo que às vezes com a estrutura comprometida, as construções não deixam de ser aquisições para o municípios. Porém, se não há recurso humano para dar vida e função a elas, essas estruturas não passam de paredes, portas e janelas.

O artigo 197 da Constituição do Brasil afirma que são de relevância pública as ações e serviços de saúde, e que cabe ao poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação.

E quando se fala em escassez de mão de obra, a área de saúde está no topo do ranking. A começar pelo Hospital da Criança, que há mais de um ano teve sua UTI reformada e ainda não possui médicos intensivistas para trabalhar lá. A Secretaria da Saúde promete terceirização, mas ainda nada se viu.

Situações de menor porte, mas de extrema importância, também ocorrem em nossa cidade, como é o caso da falta de médicos na recém reformada Unidade de Saúde Agostinho Brenner, na Vila Maria Otília, em Oficinas.

Em agosto de 2012, a unidade foi entregue com várias salas, banheiros e novas estruturas. Porém, uma estrutura não se solidifica sem recheio instrumental e humano.

Assim como o descaso pela saúde, a espera por um atendimento de qualidade se alonga há vários mandatos.

Reportagem relacionada: Unidade Básica de Saúde reformada ainda sofre com problemas

Arquivo Comunitário:

10-06-2013: Posto de Saúde do Núcleo Santa Maria passa por reestruturação