Uma entidade independente tem essa denominação por se manter financeiramente sozinha e tomar atitudes por conta própria. Mas quando um membro deste grupo passa a ter um cargo de confiança na administração municipal, a independência não permanece como tal.

A nova configuração familiar, em que tanto homens quanto mulheres são responsáveis pelas despesas da casa, exige amparo aos pais que têm de deixar os filhos aos cuidados de outras pessoas para trabalhar. Nesse sentido, o Estado disponibiliza verbas aos municípios para construção e manutenção dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), locais específicos de cuidado e ensino a crianças de 0 a 5 anos.

A garantia de um ambiente seguro e propício à educação de seus filhos é direito dos pais e também das crianças. A disponibilidade desse serviço, porém, é insuficiente para a demanda. A construção de novas creches pode ser constante, mas as listas de espera em centros de educação infatil continuam extensas.

Em 1899 foi criada a primeira creche brasileira, mantida por uma indústria têxtil do Rio de Janeiro. A intenção era acolher os filhos dos operários durante o expediente. A partir de 1930, fica delegado ao Estado a função de oferecer locais que garantissem o direito à educação aos filhos das trabalhadoras. No entanto, apenas na Constituição Federal de 1988 ficou garantido pela Constituição Federal o serviço de creches e pré-escolas como direito das crianças. O artigo 205 coloca a educação como "direito de todos e dever do Estado e da família". Em seguida, o artigo 208, em seu inciso IV, determina que o dever do Estado será efetivado mediante a garantia de "educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade".

Em Ponta Grossa, 45 CMEIs atendem em média 150 crianças em cada unidade. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), revelam que, no ano de 2010, haviam 18.638 crianças de 1 a 4 anos na cidade. Ou seja, os centros de educação infantil oferecidos em Ponta Grossa atendem apenas 36% da população infantil.  
     
Recentemente, o governo federal implantou o projeto “Brasil Carinhoso”, que garante apoio a famílias com crianças até 6 anos de idade e oferece auxílio financeiro, aumento de vagas em creches e cuidados com a saúde da criança. O plano foi instituído em 2012 e pretende atraveś de acordos com as professoras implantar mais de 1500 creches até 2014.

Reportagem relacionada: Mesmo com triagem, faltam vagas para crianças nos CEMEIs do Contorno

 

Sossego para os moradores. É isso que falta no bairro Colônia Dona Luiza, mas precisamente na Vila D.E.R. O grande número de terrenos baldios, que acumulam lixos, móveis, pilhas de tijolos e até restos de construção fazem crescer a quantidade de animais peçonhentos nas moradias.

Incolor, insípida e inodora. Essas são características que a água deveria apresentar. Porém esta não é a realidade vivida por alguns moradores do bairro Ronda, especificamente os que moram em casas que não possuem caixa d'água. Pelo contrário, o líquido apresenta uma cor 'esbranquiçada', o gosto é 'de mofo' e o cheiro é forte, ruim, o que torna o líquido impróprio para o consumo.

Não é de agora que o Portal Comunitário, em seus quase cinco anos de existência, retrata os problemas enfrentados pela saúde pública em Ponta Grossa.  Fila nos postos de saúde, pronto-socorro, estrutura precária de atendimento e defasagem no quadro médico são temas constantes na cobertura do site.

Dentre os grandes problemas que uma cidade pode ter talvez o esgoto seja o que mais prejudique a população, pois ele é um depósito de doenças. Segundo a Eco Terra Brasil, dos estados da região sul do país, o Paraná é o que menos investe em obras de saneamento, usando apenas 40% do orçamento anual para esse fim.

Já virou rotina para os moradores de Uvaranas: todo final de semana falta água. Levantamento do Portal Comunitário mostra que 70% das casas do bairro (em média) já sofreram com as frequentes falhas do serviço de abastecimento de água da Sanepar na região em 2013.Em alguns locais, como na Vila Vicentina, a cada sete famílias, seis sofrem com faltas frequentes de água em suas casas. Um serviço essencial para a vida da população e que não é resolvido mesmo com as constantes reclamações dos munícipes, que pagam impostos e o mínimo que esperam (e devem) é receber um serviço de qualidade.

Segundo a Lei Nº 7.783, de 28 de junho de 1989, Art. 1º “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. A grande maioria dos trabalhadores brasileiros talvez desconheça esse direito que lhes é garantido pela Constituição.

Historicamente os movimentos sociais foram deixados de lado pelo poder público e pela sociedade. A saída encontrada para amenizar este fato é a mobilização. Estas são as formas daqueles que não têm espaço na mídia tradicional chamarem atenção.

Em um bairro, além de a vizinhança compartilhar o endereço, o CEP, o açúcar ou qualquer tempero que falte em casa, é necessária também a união dos moradores não só para a discutir assuntos relacionados ao lazer, mas também problemas que afetam a comunidade.