O descaso das políticas públicas da cidade com as comunidades periféricas é de impressionar em Ponta Grossa. Prova disso é a falta de apoio às comunidades periféricas, que se propaga por diversas gestões. A falta de empenho em oferecer serviços básicos, como água encanada, compromete um direito de todo e qualquer cidadão que paga impostos.

Vidros quebrados, portas lacradas com pedaços de madeira e cadeados, o telhado apodrecendo, o mato já toma conta e até tem enxame de abelhas. Esta é a atual situação da Escola Municipal Álvaro Faria da Rocha. A instituição, fechada desde 2005, passou a receber moradores indesejados. Além dos animais, pessoas adotaram o espaço como moradia.

Depois de mais de 20 anos de luta, o SIMPOSPETRO-PG é um sindicato que já está consolidado em Ponta Grossa. Abrangendo cerca de 90% de todos os empregados da cidade, o sindicato ficou conhecido como Sindicato dos Frentistas, história engraçada, pois o nome veio devido ao modo como os sindicalizados e o próprio Portal Comunitário chamam a entidade.

Retirar moradores de áreas de riscos é um atitude louvável. Eles estão em perigo constante e levá-los a um espaço mais seguro se torna totalmente correto. Mas existem limites e bom senso na hora de ser efetuado esse trabalho. Os moradores dos arredores do arroio da Ronda sabem que estão em perigo, e que deveriam sair de lá. Porém, não querem ser jogados de um canto para outro, cada um tem sua vida ali e quer continuar no bairro onde, muitos dos moradores, cresceram e constituiriam suas famílias.

A situação das casas não é nem de longe a ideal. A casa do Seu Chapéu parece pronta a ruir, assim como a de outros moradores. Os lixos jogados na rua ficam ainda mais aparentes  em dias de chuva, quando a rua enche de barro e o caminhão de lixo não passa. Ainda assim, é ali o lugar daqueles moradores. Muitos trabalham nas redondezas e não querem se sentir enxotados do local onde moram, jogados para as esquinas da cidade.

Por isso, o poder público tem que repensar o que irá fazer com aquelas famílias. Deixá-los à margem da sociedade, sem luz, água ou outros tipos de serviço público não é, nem de longe, a melhor das soluções. Pensar na população que mora ali é ideal nesse momento, não apenas em um bem estar, mas nas suas vidas e no que a Ronda representa para elas.

O povo está precisando de respostas e de soluções, não apenas de promessas, principalmente essas que acontecem de 4 em 4 anos. 

altOs dados estaduais e nacionais sobre a segurança bancária mostram a situação alarmante e, acima de tudo, o descaso dos banqueiros com a vida do cliente. As empresas, que a cada ano lucram mais e mais neste ramo, gastam (e se preocupam) cada vez menos com aparelhos e sistema de vigilância. 

Já faz três meses que a equipe do Portal de cobertura do bairro Cará Cará passa pelas vilas para procurar quais são as reclamações dos moradores. A pauta da reportagem surgiu com a fala de uma moradora do Borsato e, depois disso, decidimos apurar os fatos e ver se existiam parquinhos, praças, campos de futebol e academias ao ar livre em todo o bairro.

Acompanhar uma noite ao lado das travestis que trabalham nas ruas desperta duas diferentes linhas de pensamento. Por um lado, é digno ver que, ao invés de utilizar meios ilegais para se sustentarem, elas exercem um trabalho difícil. Do outro lado, é possível percebermos que essa situação acontece por conta da falta de oportunidades no mercado de trabalho, que as exclui, como se houvesse algum motivo sólido.

Quando alguma pessoa, por iniciativa própria, decide que a via onde ela mora possui condições de ser pavimentada, a primeira atitude que deve tomar é falar com o poder público e explicar a situação da falta de asfalto em sua rua. Se nenhuma medida for tomada, ele deve abrir um protocolo de pedido de asfaltamento junto a Companhia Pontagrossense de Serviços (CPS), situada na Av. Visconde de Taunay, 794, na Ronda. Ou entrar em contato pelo telefone (42) 3901-1600.

A empresa possui um mapa da cidade dividido em nove regiões e, de acordo com uma escolha aleatória, a CPS agenda uma visita na rua em que a vistoria foi solicitada. “Depois de fazer a vistoria, classificamos a dificuldade de pavimentação em quatro índices (A, B, C, ou D), a A é a mais barata, se trata de uma rua plana e que não precisa de galeria, já a D não é pavimentada pela empresa”, conta a representante do departamento comercial da CPS, AdlineSaiara Bach.

Adline completa que para o consórcio de pavimentação ser concluído, mais da metade dos moradores da rua devem aceitar assinar o contrato e pagar os custos. Os moradores pagam o proporcional à frente do terreno, mais metade da largura da rua, e são construídas apenas as galerias e o asfalto, as calçadas ficam por conta de cada um.

A empresa oferece pagamentos parcelados e com juros que variam de contrato para contrato. “Ao contrário do que a população pensa, não existe asfalto de graça, quem não paga antes, deve depois negociar a contribuição com a Prefeitura”, fala Adline.

A Prefeitura começa a cobrar das famílias em até cinco anos depois da pavimentação. Esta notificação vem separada do Imposto sobre Propriedade Territorial Predial Urbana (IPTU). “Cobramos o asfalto, porque se constitui como uma melhoria para a residência das pessoas, a única forma de alguém não pagar é entrar em contato com o departamento de receita da prefeitura, e provar que a família não possui mais de um bem, como carro, ou casa, e, além disso, a soma dos salários de quem vive ali, não ultrapassa dois salários mínimos”, diz a funcionário do departamento de Receita e Tributação da Prefeitura, Simone Camargo. Para entrar em contato com o departamento, o telefone é (42) 3220-1292.

 

Próximo bloco: Código tributário Nacional legaliza cobrança de pavimentação

 

Reportagens Relacionadas:
 


Arquivo Comunitário:

Vilas Neri e Castanheira recebem pavimentação asfaltica

Cará Cará sofre com a falta de manutenção das ruas e estradas

 

Outras Notícias:

Companhia Pontagrossense de Serviços

 

Bastidores da Reportagem:

http://bastidoresdeproducao.blogspot.com.br/2012/05/quanto-falta-do-asfalto-incomoda-um.html

http://reporteremconstrucao.blogspot.com.br/2012/05/nada-sai-de-graca.html

 

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Hoje, a discussão sobre a agroecologia e reforma agrária toma um parâmetro dos extremos políticos. Porém o tema ainda parece assustar a maioria dos jornais do Paraná.O que preocupa os agroecologistas é a falta de produção física de produtos orgânicos e o aumento crescente da produção de monoculturas, um dos temas que estiveram em pauta na Jornada de Lutas. Somente no mesmo período da Jornada de Lutas,  o Brasil produziu em abril de 2012, 158,6 milhões de toneladas de grãos enquanto em abril de 2011 foi atingida a marca de 160 milhões de toneladas de grãos. Houve um acréscimo nas áreas de plantio de produção de grãos no país em 3,2% em relação a abril de 2011. Só a Região Sul corresponde a 35,7% da produção de grãos do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).E, com esses dados, se percebe que a falta do debate sobre a agroecologia já passou da hora no Brasil. Em um país onde cerca de 180 mil famílias esperam para ser assentadas, existe a possibilidade de trabalhar em favor de um meio ambiente mais saudável e um plantio sustentável .Em alguns dos relatos que ouvimos dos representantes do MST e de assentados que estavam acompanhando as marchas e as negociações na Jornada de lutas, o ponto de pauta mais relevante era o “crédito especial” para assentados e acampados. Isso porque a agroecologia não tem investimento de pesquisa científica e tecnológica, o que torna essa prática mais artesanal. Parte do problema está na falta de investimento da agroecologia realizada pelo governo ou especificamente pelo Ministério da Agricultura.A agroecologia passa mais a ser uma ideologia ou modo de vida, por estar tão contra a corrente, revelando-se a principal pauta de reforma agrária e uma das soluções sazonais à agroecologia. Porém, é necessário o Estado estar mais ligado a organizações que não estão atreladas ao capital agrário, e deixar o setor privado se preocupar em desenvolver as monoculturas.alt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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- Jornada de Lutas pela Reforma Agrária reúne representantes do MST do Paraná

Outras notícias:

- Reportagem realizada pelo MST sobre a Jornada de Lutas em Curitiba

- Governo do Paraná vê agroecologia como algo contrário ao interesse público

 

Bastidores da reportagem:

 

- Blog - Da rua ao Caos

 

- Blog - Produto do Cotidiano

 

 

Quem nunca ouviu o velho ditado: “melhor prevenir a remediar”? Seguir a máxima religiosamente deveria ser praticamente obrigação. Principalmente quando o assunto tem a ver com saúde. O número de casos de AIDS em Ponta Grossa aumentou entre as mulheres e os jovens em comparação com os três primeiros meses do ano passado. Qual a causa do crescimento de infectados pelo vírus na cidade?

A banalização do sexo, sem dúvidas, pode ser apontada como um dos principais motivos. O início da vida sexual se tornou cada vez mais precoce e as pessoas também mudaram suas percepções sobre relações sexuais. Enfim, embora o número de informações sobre a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis tenha aumentado, ainda é preciso reforçar a prevenção, como explica a presidente do Reviver, Vera Taborda.
Outra grande questão é a que existem pessoas que acham que a cura para a AIDS foi encontrada. E por achar que a doença pode ser exterminada, deixam de se prevenir porque depois “é só tomar o coquetel e pronto”. Elas não sabem que existe apenas o tratamento, mas não cura. Talvez não consigam imaginar quais são as debilitações que o vírus pode provocar no organismo. Talvez não saibam o quanto deve ser difícil lidar com o preconceito de pessoas que acreditam que AIDS se passa pelo ar.
Pode ser que o número de pessoas que resolveram realizar o teste e descobriram que têm a doença tenha aumentado. E, conseqüentemente, os casos aumentaram. Pode ser, pode ser. É possível enumerar várias razões para que as taxas de portadores do vírus tenham crescido. Mas um só motivo é capaz de evitar que as quantias continuem ganhando proporções maiores: a prevenção. Investir na informação, em campanhas, projetos e outras atividades colabora para que as pessoas possam ser saudáveis e, acima de tudo, menos preconceituosas

 

 

Blocos anteriores:  Reviver trabalha para diminuir casos de AIDS

Mais de uma década de projetos de prevenção

Campanhas diferentes para alvos diferentes

Arquivo comunitário:

- Atividades educativas marcam o Dia Mundial Contra AIDS em PG (dez/2011)

 Grupo Reviver prevê para abril lançamento de site educativo sobre AIDS (abr/2012)

Outras notícias:

- Casos de AIDS entre jovens e mulheres aumentam em Ponta Grossa

- Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (Ministério da Saúde)

Bastidores da reportagem:

http://alemdodeadline.blogspot.com.br/