O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

Mídias populares

Apresentação

Os cinco candidatos indicados pelas pesquisas com intenção de voto abaixo do 1% expõe sua opinião sobre a monopolização da mídia pelos três candidatos com maiores indices  de intenção de votos. A exclusão do candidato Rodrigo Tomazini (PSTU) do debate da RPC divide opiniões.*

 

Pluralidade. Conceito indicado como referência de uma mídia democrática parece não ser o norte da cobertura eleitoral no Paraná. Ao menos é o que pensam os candidatos que tem não conseguem visibilidade nos principais veículos de imprensa do Estado.  Dos oito candidatos disputam o Governo Estadual, e apenas três ganham grande visibilidade na mídia paranaense.

Os candidatos com maiores índices de votos nas pesquisas eleitorais também são os que têm maior tempo no horário de propaganda eleitoral gratuita, pois pertencem a coligações ou partidos com mais parlamentares já eleitos, tornando a sua exposição massiva e cotidiana nas redes de TV, rádios e jornais.

Para os chamados candidatos nanicos, a preferência da imprensa Paranaense aos três candidatos melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto foge do caráter democrático que deveria nortear as Eleições. Os cinco candidatos colocados como “abaixo de 1%” apontaram sua posição a respeito da pouca visibilidade dada pela mídia e da monopolização feita pelos três candidatos melhor colocados.

Um dos pontos que mais incomoda os candidatos é a fuga da verdadeira democracia. “Os candidatos com menor intenção de voto têm pouca visibilidade e a baixa visibilidade resulta na pouca intenção de voto.

Essa postura mostra a desigualdade do processo eleitoral”, afirma o candidato Bernardo Pilotto (PSOL). Para Tulio Bandeira, candidato pelo PTC, o resultado das pesquisas de votos está sendo tendencioso: “É mais barato para o atual governador comprar a pesquisa do que lutar de maneira limpa”.

O assessor do candidato Ogier Buchi (PRP), Robson Guzatti, vê que essa falta de isonomia entre os candidatos vai contra o objetivo principal: “Todos possuem o mesmo objetivo, o de representar o povo. Todos deveriam ter o mesmo espaço, fazer valer a chamada democracia”.

Segundo Geonísio Marinho, candidato pelo PRTB, há uma superproteção dos três candidatos vistos como grandes, já que eles estão há mais tempo na política: “Esse monopólio coloca a esperada democracia a perder”.

O candidato Rodrigo Tomazini (PSTU) afirma que “há uma tentativa de criar uma expectativa em apenas três candidatos, financiados por grupos econômicos que já dominam o Paraná há muito tempo”.

Debate RPC: exclusão Tomazini
Por conta da lei parlamentar que impede que partidos que não possuem representação parlamentar em âmbito federal não sejam chamados para debates, Rodrigo Tomazini (PSTU) foi excluído do debate da RPC TV. Para ele, “o pleito não está se mostrando democrático, já que todos deveriam ser ouvidos”.

Pilloto analisa que, pensando politicamente, a exclusão faz diferença “já que o candidato Rodrigo Tomazini é de esquerda e possui posicionamentos diferentes dos impostos pelo atual Governo”.

Geonísio acredita que o eleitor é o maior prejudicado nessa situação: “Esse acontecimento é algo vergonhoso, já que o eleitor perde com isso”.

Bandeira acredita que, para que as eleições fossem devidamente democráticas, todos deviam participar do debate: “As eleições devem ser democráticas, e isso não interessa o partido. Isso é descriminar o candidato”.

Buchi acredita na igualdade para todos os candidatos: “não apoiamos essa exclusão, todos merecem o mesmo espaço para expor suas ideias”.

*Informamos que foram incluídas aspas simples envolvendo a palavra NANICOS no título desta notícia. A alteração foi feita cerca de 12 horas depois de a matéria ter sido publicada. Ver nota de esclarecimento na seção Erramos.