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Nove anos após início das obras e investimento de mais de R$ 10 milhões, espaço poliesportivo começou a funcionar este mês, mas ainda precisará de adequações

Arena será utilizada por projetos sociais e organizações esportivas de Ponta Grossa

 

Após quase 10 anos de obra, o esporte ponta-grossense poderá contar com um novo espaço para as suas atividades. Mais de R$ 10 milhões foram investidos na Arena Multiuso, que mesmo depois de pronta, não comportará as especificações do futsal, um dos principais esportes coletivos disputados em Ponta Grossa.

As obras foram concluídas na Arena Multiuso. Como parte burocrática da entrega, o espaço passou por uma inspeção final do Paraná Cidade, programa que liberou os R$ 2,3 milhões para a conclusão da obra. Antes disso, mais de R$ 8 milhões previstos pelo orçamento inicial, foram aplicados na construção do ginásio.

Os equipamentos para as modalidades estão entregues e serão utilizados a partir de março, por projetos sociais e também por outras atividades. A Fundação de Esportes (Fundesp), responsável pela gestão do espaço, ainda não definiu todas as equipes e projetos que utilizarão o local. O basquete, handebol e o vôlei têm as exigências de suas federações supridas na Arena. Porém, uma modalidade não é plenamente atendida.

O problema estrutural é específico para o futsal e não será resolvido em 2017. O principal obstáculo para a bola pesada rolar em uma competição nacional na Arena é a área de escape. Na parte da entrada da quadra, tal área corresponde a apenas 1,10 metros. O mínimo estabelecido na Liga Nacional de Futsal (LNF) é de 2 metros.

Além desse impasse, a capacidade de público, a rede de proteção e as cabines de imprensa são outras questões a serem resolvidas. Para a resolução destas questões, o presidente da Fundesp Marco Macedo, descarta a possibilidade de qualquer obra neste ano. "Não vamos fazer isso agora, pois vamos colocar a Arena em atividade. Uma coisa que recém foi terminada, não é viável começar a 'quebrar' de novo.”

Para tais modificações, seria necessário remover duas filas de arquibancada e quebrar o piso da quadra. Por isso, Macedo aponta que a entidade irá propor mudanças apenas em 2018. "Para este ano, não podemos assumir compromisso pela questão econômica e pela obra estar pronta. Mas para o ano que vem, poderíamos voltar a conversar e tentar viabilizar".

A Associação de Futsal Pontagrossense (AFP) é a principal interessada nas modificações estruturais do local. Sem vaga na LNF e sem conseguir captar recursos para disputar o campeonato estadual, a organização suspendeu as atividades da equipe principal nesta temporada.

O diretor jurídico da AFP, Rodrigo Sautchuk, se pronunciou sobre o assunto em nome da organização. "Nosso projeto, teve que ser readequado, mas infelizmente o Campeonato Estadual, por não possuir o apelo comercial de uma competição nacional, não atraiu a atenção de patrocinadores. Buscaremos viabilizar nossas atividades em 2018 e conversaremos com a Fundesp sobre a possibilidade das adequações necessárias”.

A Liga de Futsal dos Campos Gerais (LFCG), por meio de seu presidente José Faria Filho, já manifestou o interesse em utilizar a quadra para os seus três campeonatos: adulto feminino e masculino, além da categoria para as crianças. Os campeonatos deste ano começaram nesta semana, sendo disputados no Ginásio Zukão, na Nova Rússia. A LFCG ainda não tem previsão de migrar seus jogos para a Arena.

Piscina
Além da quadra poliesportiva, a Arena Multiuso tem uma piscina semi-olímpica ao fundo do ginásio. A piscina tem essa denominação por ter 25 metros de comprimento e não os 50 metros piscina olímpica. Porém, as duas medidas comportam competições nacionais e internacionais.

Roberto Mryczka é coordenador da equipe Ativa Esporte Total, que representa Ponta Grossa em competições estaduais e nacionais. Atualmente, a equipe se mantém de colaborações dos pais dos atletas e utiliza a Piscina Municipal do Guaíra, no Centro da cidade.

Mryczka propõe alternativas para o uso do local. "Pelo número de nadadores, a piscina supre com folga a demanda. Porém, o seu uso precisa ser potencializado. Precisamos formar novos nadadores, pois o potencial da cidade é imenso. Temos dezenas de escolas municipais em tempo integral. A Fundação de Esportes, com a Secretaria de Educação, pode fazer um projeto para que as crianças possam ser transportadas para a Arena para aprender a nadar.”

Para o supervisor do projeto, a gestão municipal deve incentivar a modalidade para que o acesso seja maior. "Nós temos poucos praticantes. A natação é um esporte que, se você não pode pagar, você não nada. Em Ponta Grossa, você só aprende a nadar se tiver condições financeiras para tal. O poder público não oferece uma escolinha para as crianças que não podem pagar, aprender a nadar. Isso é uma regra geral no Brasil, com raras exceções.”

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