Entidades sindicais e movimentos sociais realizam ato em defesa dos direitos dos trabalhadores

Ato contra a reforma da previdência reuniu 18 pessoas no Pequeno Auditório da UEPG, no último sábado, dia 19. Em defesa da seguridade social, a ação foi organizada por representantes de coletivos, movimentos sociais e sindicatos. As pautas discutidas no painel fizeram referência às propostas de reforma da previdência como a inconstitucionalidade do desmonte do direito do trabalhador.

 

O evento teve a apresentação de três pessoas, que comandaram um painel sobre a previdência em seus diversos aspectos, entre eles o jurídico e o social.

A assistente social Rosane dos Santos foi uma das pessoas que integrou o painel. Em sua fala, ela defendeu a previdência como patrimônio do trabalhador e explicou os impactos da reforma proposta pelo atual governo. “Quando eu atendo as pessoas, na minha sala, e elas chegam já com seus 65 anos e tenho que dizer para ela que ela vai ter que contribuir por mais 25 anos, eu considero um crime”.

O advogado João Luiz Stefaniak fez uma exposição jurídica sobre a questão previdenciária. A inconstitucionalidade da reforma, segundo ele, é ponto central na discussão. “Se formos analisar bem, não estamos diante de uma reforma. Nós estamos diante de um desmonte da previdência no Brasil. Não estamos discutindo um governo que tem a intenção de fazer uma reforma para garantir, no futuro, um benefício aos trabalhadores”, afirmou.

Apoio à Previdência

Dias antes, o ato em defesa da Previdência promovido pelo SindUEPG foi cancelado por falta de quórum. Na última segunda-feira, dia 12 havia sido convocada uma reunião para discutir a preparação da ação, mas somente três integrantes estiveram presentes e os organizadores decidiram por cancelar a agenda. A ação seria uma mobilização do Sindicato, em conjunto com outros coletivos da cidade, contra a PEC 287, que dispõe sobre as mudanças na previdência.

No início deste mês, o governo do presidente Michel Temer apresentou uma proposta de reforma da previdência através da PEC 287, que prevê a alteração de alguns pontos da seguridade social de quem é contribuinte. Entre as mudanças, estão o tempo mínimo de contribuição, regra de transição, entre outros ajustes.

Em nota (link abaixo), o SindUEPG afirmou que acompanha atentamente as discussões da reforma previdenciária e apontou que “em momento oportuno terá início a realização de painéis temáticos para informar a base e definir os próximos passos da agenda de atividades do sindicato”.

Nota sobre a reforma da previdência pública