Sociedade civil e entidades se reúnem para discussão das mudanças propostas pelo governo

Fórum em Defesa da Defesa de Previdência Social em reunião realizada no Sindserv

O Fórum em Defesa da Previdência Social tem reunião marcada nesta quarta-feira, dia 08, no salão da Catedral Santana, que fica na Rua Santana, 528, Centro, Ponta Grossa. A reunião inicia às seis horas da tarde e é aberta ao público. O encontro visa discutir futuras mobilizações e ações que conscientizem a população sobre as mudanças propostas pelo governo.

O Fórum em Defesa da Previdência Social é uma iniciativa de movimentos sociais e tem como objetivo o debate sobre a reforma da previdência social. Em Ponta Grossa, o Fórum já se reuniu duas vezes.

O último encontro aconteceu no dia 30 de janeiro, no Sindicato dos Servidores Municipais, onde mais de 30 pessoas de várias entidades e da sociedade civil se reuniram para esclarecer e debater as questões e mudanças implicadas com a proposta de reforma da previdência do governo federal.

Durante o evento, o responsável pela Frente Popular dos Movimentos Sociais, Sérgio Gadini, ressaltou que a Previdência Pública é um direito que, com a reforma, passa a ser ignorado, tratando o trabalhador como um peso para o Estado. “É preciso ir contra a ideia de que há um rombo na previdência. O objetivo do Fórum é promover o debate e ações para impedir o desmonte do serviço público e organizar um movimento capaz de defender os direitos sociais”, aponta Sérgio.

O representante do movimento social Auditoria Cidadã da Dívida, Núcleo Ponta Grosa, e membro da Cáritas Diocesana, Luiz Fernando Rettig, defende a previdência social como parte da seguridade social. Uma das bandeiras defendidas por ele é a necessecidade de uma auditoria que possa rever os valores das dívidas externa e interna brasileiras.

Segundo dados levantados pela Auditoria Cidadã da Dívida, em 2015, 42,43% do Orçamento Geral da União foi gasto com juros e amortizações da dívida e apenas 22,69% foi destinado à previdência social. Nos valores projetados para 2017, é possível perceber que os valores gastos com juros e amortizações da dívida subirão 8%, sendo que os valores da previdência social se mantêm.

“Isso mostra que limitar gastos primários, como a previdência, não resolve o problema financeiro, pois o dinheiro vindo daí beneficia 34 milhões de pessoas aproximadamente. É preciso alertar que o ajuste necessário é o da auditoria da dívida, que está prevista na constituição desde 1988”, analisa Rettig.

 

Arquivo Portal Comunitário

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