altNão é muito frequente encontrar mulheres abastecendo carros, trocando o óleo ou calibrando os pneus em postos de combustíveis.

Porém os estabelecimentos que optam por contratá-las garantem que a qualidade do serviço é a mesma, ou até maior.
Devido a isso, um posto da cidade só contrata mulheres desde a sua fundação, há 16 anos.


Dados do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustível de Ponta Grossa e Região (Sinpospetro-PG) indicam que apenas 20% dos frentistas são mulheres. Em Ponta Grossa existem 68 postos com aproximadamente 480 trabalhadores. Destes, uma média de 90 são do sexo feminino.

Para Silvana Borges, gerente do posto Lavagil, que não possui frentistas mulheres, a justificativa para a baixa presença é que as mulheres raramente deixam currículo para trabalhar nessa área.

Apesar do baixo índice, os donos de postos que possuem mulheres no quadro de funcionários afirmam que estas trabalham com mais delicadeza e, por isso, garantem mais eficácia ao serviço.

É o caso do dono do posto Gamper, Ademar Barbosa. Ele tem o posto há 16 anos e só contrata mulheres. “Eu acredito no trabalho de frentistas femininas, elas atendem de maneira diferenciada, se importam mais com o cliente, se preocupam com a qualidade do atendimento”.

Apesar de estarem em um mercado normalmente ocupado por homens, as mulheres frentistas não deixam de lado a vaidade. Passam maquiagem, usam brincos e fazem as unhas. De acordo com Daniele, é preciso tomar cuidado com exageros, mas não se pode deixar de cuidar da aparência e se valorizar.