altA categoria profissional é composta por uma maioria de homens entre 25 a 35 anos. Pelo trabalho com os combustíveis, os funcionários recebem o adicional de periculosidade no valor de R$155,68. A rotatividade no emprego acontece, em média, a cada dois anos.

     

Diante dos riscos da exposição aos combustíveis, os frentistas recebem um “adicional de periculosidade” que acrescenta ao salário R$ 155,68. O valor corresponde a 30% do salário base, de R$ 518,85. Atualmente, o perfil da categoria é marcado por um maior número de homens, de idades entre 25 a 35 anos, com ensino médio completo.

Os dados são do Sindicato dos Empregados de Postos de Combustíveis e Petróleo (Sinpospetro-PG), que é uma das divisões do Sintracomp, o qual  abrange 30 cidades.

Em Ponta Grossa, ambos têm a mesma sede e equipe na diretoria. Segundo informações de Kasue Takasugi, o Sintracomp possui aproximadamente 2.000 trabalhadores filiados em toda a região dos Campos Gerais. Já Ponta Grossa conta com 600 filiados.

 “Para fazer uma média, eu diria que é de dois anos”, aposta a auxiliar. Isso acontece porque “não há um vínculo de muitas empresas com os trabalhadores, que contratam os funcionários por um breve período de experiência”, explica.
Segundo Kasue, é alta a rotatividade nos empregos da área    O contrato por três meses, por exemplo, exige menos encargos para as empresas do que um contrato por um ano.

Outra reclamação dos trabalhadores acontece em relação à hora-extra. De acordo com Kasue, muitos dos trabalhadores trabalham mais do que a jornada diária de sete horas e meia e não recebem um adicional pelo serviço. Isso acontece principalmente em domingos e feriados.

Para resolver o problema, os frentistas podem procurar o sindicato. Kasue conta que, ultimamente, a luta pelos direitos tem mudado. Anteriormente, a maioria das ações só eram resolvidas quando chegavam ao Ministério Público.

Hoje, a auxiliar vê que começa a surgir uma preocupação também por parte dos empregadores. “Alguns inclusive procuram o sindicato para resolver o problema, explicam a situação e pedem informações sobre como podem realizar o pagamento pelo tempo trabalhado”, diz.

Mais informações sobre a questão salarial dos frentistas você confere aqui.

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