altO principal risco à saúde do trabalhador é a própria matéria-prima com a qual trabalham: o combustível. Equipamentos de segurança poderiam sanar exposição às substâncias, mas não são utilizados. Para driblar os riscos, a entidade investe no trabalho de conscientização.

Para quem pensa que o trabalho de frentista é moleza, só tirar a mangueira da bomba e colocar no carro e vice-versa, está enganado.

Um dos diretores do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Petróleo de Ponta Grossa (Sintracomp) falou um pouco a respeito dos riscos da profissão que, inclusive, dá direito aos trabalhadores de receberem um adicional salarial de periculosidade.

De acordo com José Bonifácio Ferreira, o principal risco à saúde a que os frentistas estão sujeitos é o próprio combustível e as substâncias que fazem parte deste composto, e não apenas a característica inflamável nele presente.

"Sem dúvida é o combustível, a inalação que pode acontecer na hora em que está abastecendo. E quando, por descuido, derrama na pele. Combustível tem chumbo. E o benzeno, que causa os principais problemas aos frentistas", completa Ferreira.

Uma das soluções para resolver esse tipo de problema seria a utilização de equipamentos de segurança pelos frentistas. Segundo Ferreira, seria ideal o frentista trabalhar com luvas e máscara. “É o que o Sindicato sempre procura alertar nesse caso", diz o diretor, que  ainda destaca a importância da participação nos cursos do Semetra, criados para orientar os trabalhadores.
 
“Já aconteceu um esse ano e logo teremos o próximo”, avisa.    

A preocupação de conscientização em relação aos riscos à saúde no momento do trabalho tem contribuído para que poucos casos de contaminação e doenças causadas pelo benzeno sejam registrados na cidade.

De acordo com Ferreira, houve um caso em Curitiba. “É o que nós sabemos, mas, aqui em Ponta Grossa, acho que não houve nenhum", relata.alt

Sindicato oferece convênios médicos para frentistas

Texto anterior:
Frentistas enfrentam riscos à saúde no trabalho