altRepresentantes do sindicato dos frentistas estão descontentes com o atual salário dos trabalhadores. A correção da defasagem dos vencimentos recebidos não acompanha o ritmo da inflação e nem a elevação do salário mínimo.

A busca por melhores condições de trabalho e de salários também é uma luta dos empregados em postos de combustíveis. De acordo com os trabalhadores, o valor recebido atualmente não é satisfatório.

Segundo dados fornecidos pelo Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Petróleo de Ponta Grossa, o valor atual do piso salarial recebido por um frentista é de R$ 518,85. A categoria recebe também um adicional de periculosidade, principalmente por causa do contato com o benzeno, elemento químico que faz parte da gasolina e pode causar várias doenças. Além disso, os trabalhadores têm um vale alimentação no valor bruto de R$ 182,00.

Para um dos diretores do sindicato, José Bonifácio Ferreira, a luta salarial é constante na categoria. Segundo o diretor, o salário dos frentistas poderia ser melhor.

A auxiliar administrativa do Sintracomp, Kasue Takasugi, explica que a elevação dos salários dos funcionários não acompanha o aumento do salário mínimo. Há dez anos, os frentistas ganhavam o equivalente a quatro salários mínimos. Hoje, esse valor não ultrapassa a dois.

“Nenhuma categoria consegue a mesma porcentagem de aumento do salário mínimo. A maioria das categorias consegue a inflação acumulada dos últimos meses e um aumento real baixo”, completa Kasue. Ano passado, a inflação atingiu a marca de 6,46%, e esse aumento não se refletiu no ganho dos funcionários dos postos.

Todos os frentistas deveriam receber o valor de R$ 5,52 em horas-extras, de segunda a sábado. A carga horária dessa categoria é de sete horas e meia por dia. Se o trabalho for realizado em domingos e feriados nacionais, o ganho com o serviço extra vai para R$ 6,14 por hora.