O trabalho “corpo a corpo” e o jornal Petroluta são as principais estratégias na relação entre o sindicato e os funcionários de postos de combustíveis. A divulgação é rápida em cidades maiores, como Ponta Grossa e Guarapuava. Nas menores, o medo de represália dos patrões dificulta a sindicalização.

Nessa sociedade em que o uso das redes sociais é cada vez mais constante e a conexão entre as pessoas se dá através da Internet, o uso do telefone e o diálogo pessoal ainda são as melhores estratégias para a divulgação do Sindicato dos Frentistas (Sinpospetro-PG) junto aos trabalhadores.

A entidade, que atende cerca de 60 cidades, entre Ponta Grossa e região, ainda encontra dificuldades para fazer com que os frentistas se filiem ao Sindicato. Segundo a secretária Kazue Takasugui, as cidades do interior são as mais problemáticas na hora da filiação dos trabalhadores.

“Aqui em Ponta Grossa, o pessoal já está acostumado. A gente distribui jornalzinho e não temos muitos problemas. É mais no interior, que precisa de divulgação”. 

Muitas vezes, conforme explica Kazue, o medo de represálias dos patrões é a principal motivação para que os trabalhadores não se sintam motivados a se associarem. Já em cidades como Ponta Grossa e Guarapuava, essa vinculação se torna mais fácil.

Conforme relata o presidente do Sindicato, Jacir dos Santos, as campanhas de filiação, no geral, acontecem bimestralmente: “Aqui conversamos com os frentistas quase todos os dias. Quando a gente viaja, buscamos a aproximação”. 

De acordo com Kazue, é no “corpo a corpo” que as informações são repassadas. Outros meios de divulgação são o jornal Petroluta, que circula trimestralmente desde 1991 e possui uma tiragem de 4 mil exemplares, e um site que, há dois meses, encontra-se desatualizado por problemas técnicos.

Serviços jurídicos e de saúde são os assuntos mais abordados pelo jornal. Os frentistas Cleiton Cardoso e Guilherme Boamorte, por exemplo, trabalham em um posto no centro da cidade, são sindicalizados e relatam que recebem sempre uma nova edição do ‘Petroluta’.

Já na página no facebook, o Sinpospetro-PG faz algumas publicações referentes aos direitos trabalhistas, mas ainda assim são raras. Outras redes sociais, como WhatsApp e Twitter, não são usadas. 

O Sinpospetro, com sede em PG, surgiu em 1991 como uma associação de frentistas e se tornou sindicato apenas em 2005.  

Posição Sindicombustíveis


Em resposta à possível represália dos patrões em relação aos trabalhadores, o Sindicato patronal (Sindicombustíveis) informou, através da assessora Vanessa Brollo, que nenhum caso foi registrado oficialmente e que os assessores das cidades menores, onde trabalham, não receberam nenhuma notificação a respeito.

Arquivo Comunitário:

http://portalcomunitario.jor.br/index.php/blocos-de-reportagens/2136-21-anos-de-lutas-consolidam-a-historia-do-sindicato-dos-frentistas