Insegurança durante o trabalho preocupa frentistas

 

Em Ponta Grossa funcionam 76 Postos de Combustíveis. O Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (SINPOSPETRO-PG) registra por dia, de um a dois assaltos aos Postos na cidade. Um número que abrange em média 1.100 frentistas empregados, que sofrem com a falta de segurança.

 

Os maiores casos de assaltos são registrados nos Postos mais afastados do centro da cidade, como é o caso dos estabelecimentos localizados nas rodovias que envolvem Ponta Grossa.

Dono de uma rede de Postos na cidade, Helio Sacchi registrou em seu estabelecimento na BR-376, 52 assaltos em 2015, uma média de quatro por mês. Em 2016, 9 casos já foram registrados.

No sábado, dia 23 de junho, o frentista Matheus Rocha dos Santos presenciou o terceiro assalto no ano ao Posto em que trabalha. “Depende muito, as vezes rendem a gente, ou vão direto para o caixa. A gente nem olha muito, porque eles chegam e pedem para não olhar, nós abaixamos a cabeça eles pegam o dinheiro e vão embora. Sempre os assaltos são a mão armada”, contou.

O Presidente do SINPOSPETRO-PG, Jacir Fermiano dos Santos conta o receio em relação aos assaltos. “Nós temos uma preocupação enorme em relação a segurança, nós temos a polícia, mas que não consegue de forma alguma evitar todos esses assaltos”.

A orientação do Sindicato é a de que os trabalhadores nunca devem reagir. “Cabe ao dono do posto providenciar caixas blindados, onde o assaltante não vai ter fácil acesso. Dessa forma estará ajudando o trabalhador”, enfatiza Jacir.

Um dos atendimentos registrados no Sindicato é a procura do frentista pelos seus direitos após o assalto. “Tem dono de posto em que o frentista foi assaltado, e o dono quer cobrar do frentista. Então o frentista vem reclamar disso, e ele não é obrigado a pagar por um assalto, não tem lei que proteja o empregador para que ele possa cobrar. Então nós fazemos com que o dono do posto não cobre, porque ele não pode cobrar. E se precisar entramos na justiça para cumprir nosso papel, que é proteger o trabalhador”, finaliza o Presidente do Sidicato.

A equipe do Portal Comunitário buscou através da Polícia Militar, o número de Boletins de Ocorrências dos assaltos registrados aos Postos em Ponta Grossa. Mas a Polícia relatou que os dados não poderiam ser divulgados.

11/04/2015: Sindicato dos Frentistas reivindica reajuste salarial ao Sindicombustíveis

02/11/2014: Jornal e diálogos pessoais fazem a aproximação entre frentistas e sindicato

 

Salvar

Salvar