Sindicato de Carambe investiga irregularidades em empresa de raes da cidadeSituação irregular no trabalho acarreta acidente e funcionário tem o braço amputado. Empresa de Carambeí não obedecia normas básicas de segurança.

Na última quinta-feira (03), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticíneos, Carnes e Derivados e Rações Balanceadas de Castro, Carambeí e Região (SINTAC) acompanhou o caso do funcionário Rogério Bueno da Silva, 43, que teve o braço amputado após acidente durante a jornada de trabalho.

Rogério trabalhava no setor de secagem de penas da empresa FOCAM que fica em Carambeí. Segundo informações do SINTAC, o funcionário vestia um uniforme maior que o seu tamanho e a máquina utilizada por ele, uma rosca de cozimento de penas, estava sem tampa de proteção (o que é irregular). O braço de Rogério foi puxado pela manga do uniforme e o funcionário ainda teve problemas com a clavícula e costelas fraturadas.

O SINTAC esteve na FOCAM e constatou  que a empresa não possui Departamento de Segurança do Trabalho nem Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). O sindicato contatou ainda que a empresa não possuía nenhum método de atendimento para emergência disponível no momento do acidente.

Segundo o secretário-geral do SINTAC, Wagner do Nascimento Rodrigues, casos de irregularidade por parte da empresa tem sido registrados há quatro anos. Ele explica, que por se tratar de uma empresa de rações para animais cabe ao SINTAC atuar no local e oferecer auxílio aos trabalhadores, mas a FOCAM se autodenomina uma empresa química e portanto está associada ao Sindicato dos Químicos de Curitiba. Uma ação judicial está em andamento para definir qual sindicato deve ser o responsável pela fiscalização da empresa.

O secretário-geral informou à redação do Portal Comunitário que na madrugada desta sexta-feira (04) um outro acidente ocorreu na FOCAM. Um homem que trabalha na central de resíduos teve o corpo atingido por chamas e foi encaminhado ao hospital. O nome do funcionário não foi divulgado. 

Arquivo Comunitário: Sindicato dos Frigoríficos acompanha situação no Matadouro Municipal