Imprimir

renascer2-19-12-11O Grupo de Estudos Territoriais da UEPG (GETE), do curso de Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mantém contato com o Grupo Renascer desde 2006. O professor Márcio Ornat, coordenador do grupo, defendeu a dissertação de mestrado na área de geografia e gênero com pesquisa que estabeleceu uma relação entre prostituição e territorialidade na cidade de Ponta Grossa.

Presente no último Seminário de Diversidade Sexual na UEPG, sua palestra focou na observação da prostituição e violência, em discussão para compreender como essa profissão se relaciona com a territorialidade no sul do Brasil.

Segundo Ornat, a homofobia seguida de violência é um elemento que constitui a vida de uma travesti. Como cita, na maioria dos casos isso ocorre desde a infância. Das 35 travestis do sul do Brasil entrevistadas pelo grupo de estudos, todas afirmam ter sofrido algum tipo de violência, quase sempre física.

“Conversei com uma travesti que foi espancada pelos colegas de classe dentro da sala de aula, aos 12 anos. O que mais a incomodou foi o fato de o professor não ter feito nada quando chegou à cena, não reprimindo de nenhuma forma o ato dos alunos”, conta o professor.

Denise Dorneles, travesti e membro do Grupo Renascer, conta que ainda passa por situações de preconceito na rua da casa em que mora há 25 anos. “Ainda quero ser vista com dignidade. Tenho todos os direitos como qualquer outro cidadão”.

Na última discussão do seminário, disse que a inserção do campo para nome social – e não o de batismo – não é a questão mais relevante no momento. “É importante reivindicarmos o uso do nome social, mas o preconceito é muito mais urgente. Não vai acabar nunca, mas temos que lutar”, comenta.

Próximo bloco: Fórum reascende discussão sobre direitos de travestis e transexuais

Bloco anterior: Índice de violência contra homossexuais é crescente no Brasil

Acessos: 4967