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altO exame Papanicolau passará a ser oferecido gratuitamente para as profissionais do sexo de Ponta Grossa por meio de uma parceria entre o Rotary Club de Ponta Grossa e o Grupo Renascer.
A proposta é prevenir o câncer de colo de útero entre essas mulheres, que, devido à sua condição,  sentem-se constrangidas de procurar a rede pública de saúde.

 

O Renascer também colaborou com a elaboração do livro “Geografias Subversivas”, da professora Joseli Maria Silva (foto), que é voluntária na ONG há quatro anos.


Em parceria com o Grupo Renascer, o Rotary Club de Ponta Grossa lançou, no último dia 10, a campanha de prevenção do câncer de colo de útero entre as profissionais do sexo.

A proposta é realizar nas interessadas o exame Papanicolau, que detecta a presença do HPV, vírus causador do câncer de colo de útero. Os exames serão realizados na sede do Renascer, que está em reformas para melhor acomodação. O médico ginecologista e os materiais necessários serão pagos pelo Rotary.

renascer2-28-09-09.jpg“O exame será feito uma vez por mês. A ideia inicial é examinar 40 mulheres por vez. Quando chegarem os resultados, serão agendados novos exames”, explica Claudia Cristina Saveli (foto), Diretora de Serviços Especiais do Rotary Club Ponta Grossa.

Débora Lee, presidente do Grupo Renascer, conta que essa é uma iniciativa muito importante, pois as profissionais do sexo têm vergonha de procurar atendimento médico devido à sua condição e ao preconceito que sofrem. “É uma classe esquecida. É bom ver que a sociedade está se preocupando com elas”.
Juntamente com a campanha, foi lançado o livro “Geografias Subversivas: discursos sobre espaço, gênero e sexualidades”, organizado pela Professora Doutora Joseli Maria Silva.

A obra, que reúne vários ensaios sobre as relações de gênero e geografia e visa o encontro e a solidariedade entre os mais diferentes grupos sociais, também contou com a parceria do Renascer.

Segundo a autora, os ensaios “A cidade dos corpos transgressores da heteronormatividade” e “Espacialidades travestis e a instituição do território paradoxal” são baseados na existência das profissionais do sexo travestis.

Joseli conta que essa parceria começou há quatro anos, quando orientou um projeto sobre prostituição travesti, mas que a empatia de ambas as partes fez com que o vínculo se estendesse até os dias de hoje.

“É um trabalho de colaboração mútua. Assim como em alguns campos da ONG eu posso ajudar, elas também colaboram conosco analisando nosso trabalho”, explica a professora.alt

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